Mais duas entrevistas de emprego | Parte 2

18:46

Na continuação do post  Mais duas entrevistas de emprego | Parte 1



Depois daquela entrevista e consequente proposta, que achei bem duvidosa, tive outra proposta de entrevista desta vez para uma posição e projecto especifico. 

Embora o nome da posição fosse algo que me interessasse, o trabalho em si não! É frequente as empresas querem um programador e como isso não atrai atenção desejada chamam à posição uma buzzword qualquer. A pessoa vai completamente enganada à entrevista, vendem uma posição da área do negócio quando na verdade eles querem explorar uma pessoa para fazer programação.  Obviamente já nem fui chamada para a fase seguinte porque disse claramente que não estava interessada no trabalho que eles pretendiam que eu fizesse. A ideia passa por atirar barro à parede e pode ser que nós, estando verdinhos, acabemos por aceitar qualquer trabalho na promessa (friso promessa verbal) de migrar para a área que efectivamente queremos. 

A entrevista em si, ui... a entrevista. Foi a coisa mais bizarra que já vi. Nunca nenhum colega meu já empregado se deparou com uma entrevista assim, ia completamente nada preparada para este tipo de perguntas. 
Não quiseram saber nada de mim, da minha formação nem dos meus projectos. 

As perguntas passaram por:
  •  Achar ângulos através de referencias;
  • Como explicar sons a surdos;
  • O que eu faria dado determinada situação - situações bizarras, mas mesmo muuuuuito bizarras;
  • Explicar o que faria se ficasse milionária de repente como investia o meu dinheiro;
  • Calcular quantas maneiras diferentes há para resolver determinado problema - Novamente o problema mais bizarro que eles se conseguiam lembrar;
  • Calcular quantos elementos de determinado objecto cabem dentro de outro - Exemplo: quantos rebuçados cabem num carro;
E foi hora e meia disto. Eu sai de lá a pensar: Não quero que estes gajos me contratem, porra! 

Eu acho que isto não é padrão. Já fui a outras tantas entrevistas e isto nunca mais me aconteceu. Tenho imensos amigos empregados ou também a fazer entrevistas e nunca ninguém se deparou com isto. Eu achei a entrevista exaustiva, repetitiva e deixou-me super nervosa. Cheguei ao fim da entrevista e já nem sabia responder a perguntas matemáticas básicas. 

A empresa em si não é muito grande, não tinham muito mais gente a concorrer para o emprego portanto não entendi porque fui ali grelhada durante tanto tempo e daquela maneira. Acho que é birrinha de se tentar achar que são mais do que o que são. Aparentemente isto é o método que usa a google.

Já algum de vocês se deparou com uma entrevista destas? Como se "safaram"?

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6 comentários

  1. Parece que essa "técnica" de entrevista é muito frequente em engenharia e, no fundo, até tem alguma lógica porque espera-se que os engenheiros consigam resolver problemas. Eu tive uma colega que lhe perguntaram como calcularia o número de pêlos de um gato rapidamente. Testar este tipo de raciocínio não é mau de todo porque dá uma perspetiva diferente da capacidade que alguém tem, mas obviamente que exagerar nestas questões torna a entrevista exaustiva e cansativa (:

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    1. Não sabia que era frequente porque nunca me mais me deparei com ela noutras entrevistas e nunca conheci ninguém que tivesse passado por isso. Realmente faz sentido em engenharia visto que há a componente de resolução de problemas mas achei extremamente exaustivo. Senti-me a ser "grelhada" ao máximo.

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  2. Eu não saberia o que responder. Ainda por cima nervosa, como estaria de certo.
    Deve ser uma forma de testarem.

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    1. Eu que até nem estava nervosa no inicio, rapidamente depois me sentir atrapalhada. Uma questão ou duas até se entendia mas tantas foi extremamente exaustivo -.-

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  3. Estou chocada... uma ou outra pergunta deste género até faz sentido... agora, toda uma entrevista à volta disto é ridículo e compreendo que tenhas saído de lá estafada. Acho que as pessoas não têm mesmo noção dos limites....

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    1. Ahahahaha nem sonhas. Eu fiz duas semanas exaustias de entrevistas e apanhei cada coisa de bradar aos céus. Há cada impressa mais esquisita que a outra...

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