Semana dos deuses




Esta última semaninha foi dos deuses e por isso quase nem cá pus os meus pezinhos! Estamos em countdown para ele começar a trabalhar (omg, nem acredito que é já na terça!) e tivemos acesso a uma piscina de amigos então foi aproveitar os dias de barriga para o ar e tostar um bocadinho só os dois! 

Soube pela vida! Não tarda também vou ter as férias com os meus pais e tentar esquecer um bocadinho a preocupação de que tenho uma tese para terminar! 

Mação

Mação é a terra da minha avó, temos casa numa aldeiazita do concelho. Felizmente este ano não estamos lá. Em 2003 vimos o inferno na 1ª pessoa! O conselho tem um plano piloto de prevenção de incêndios que tem funcionado relativamente bem! Há engenheiros florestais no concelho, há caminhos próprios para o combate, há tanques nas aldeias já preparados para estas situações, há maquinas próprias para combater o fogo com terra. Mação é dos concelhos mais preparados e mesmo assim isto continua irresolvível, algo de muito errado se passa! 

Há um presidente a dizer que aquilo continua um inferno e critico, há imagens assustadoras mas a protecção civil dá briefings a dizer que o fogo está em resolução, já não está tão preocupante e que há homens  suficientes realmente há algo de muito errado no combate a este fogo. 

Afinal em que fogo está a protecção civil? Claramente não no de mação!!! 

Infelizmente há muita terra privada não está devidamente tratada. 

Tabaco, o direito de fumar?




Adoro quando me vem com conversas como  "eu também tenho direito de exercer o meu direito de fumar" e nem pensam que ao contrário de outros vícios este é um vício que afecta quem está ao lado. Esquecendo-se que estão a obrigar quem está numa mesa ao lado a levar com o fumo, o cheiro (que custa a sair da roupa e do cabelo) e com químicos. Faz-me zero impressão restaurantes ou outros locais com zonas para fumadores, desde que quem fume não me incomode, que fumem à vontade. 

Eu que raramente já uso explanadas porque quero manter-me longe de quem fuma e se vou a alguma escolho sempre algo no cantinho para evitar estar junto de quem está a fumar. Acho um bocado indecente eu ter de me abster de usar uma explanada, que no verão é ultra agradável e estar a cozer no interior dos espaços, porque o exterior é uma nuvem de tabaco e depois ouvir que as leis afectam os direitos dos coitados dos fumadores. Como é que impor o fumo é diferente de impor a proibição de fumar em determinados sítios? 

Que o tabaco faz mal já é sabido e que há outras coisas igualmente más: obesidade, álcool, etc. Escolher fumar está nas mãos de cada um, faze-lo com pessoas não fumadoras ao lado já invade a escolha dos outros. Eu na rua, em parques, etc. eu escolho acelerar o passo mudar de sitio e eu não me importo (ok, eu penso: raios partam daquela criatura aqui a poluir o meu ar) de ser eu a mudar-me. Em cafés, explanadas eu não me posso propriamente mudar de mesa, especialmente quando eu já lá estou e vem fumar para a mesa ao lado. 

Ainda semana estive na explanada capricciosa de Carcavelos e tive um jantar romântico ao por do sol com o meu namorado até que uma grupo se sentou na mesa ao lado, começou a fumar e o ar até parecia Londres em plena revolução industrial. Foi enfardar o biscoito de chocolate o mais depressa possível, chamar o funcionário, pedir a conta e fugir dali para fora a resmungar. Com que direito é que me estragam o meu jantar estando lá eu primeiro e tendo eu o cuidado de escolher uma mesinha o mais isolada possível de quem está a fumar? 

Com que direito é que os estabelecimentos permitem que isto aconteça e não tem divisão de espaços para eu poder escolher uma área longe de quem também tem o direito de estar a fumar também ao ar livre? Porque que os dois direitos não existem? 

Estão a ver o que é estar no cinema e estar alguém de telemóvel ligado com luz a perturbar a experiência cinematográfica de todos? Ou comentarem o filme em alto e bom som? Toda a gente concorda que é uma valente merda! Porque que ter um fumador a fumar para cima de um não fumador é diferente? Também me perturba a experiência de ter um ar de qualidade ao meu dispor!

Desabafo capilar




O meu cabelo é naturalmente bastante encaracolado e volumoso. Não é ondulado, é mesmo estupidamente encaracolado sem ninguém na família ter nada assim!  Sempre gostei dos meus caracóis mas como o caracol nasce na raiz do nada viro caniche facilmente. Sempre foi algo que me deixou super conscienciosa e me obrigava a ter vinte mil produtos e uma rotina capilar enorme. Tinha de lavar a cabeça todo o santo dia porque dormi a os caracóis viravam uma emaranhado de cabelos que não tinha salvação possível. 

Demasiados anos de sair de cabelo molhado para a rua e de lavar a cabeça todos os dias levou a que as minhas raízes enfraquecessem bastante.

Aprendam comigo,  lavar a cabeça todos os dias é desaconselhado porque a raiz demora 24h a estar 100% seca e se estiver anos e anos molhadas ou húmidas sem haver descanso elas apodrecessem e enfraquecem

Então em 2012 resolvi mandar os meus caracóis passear! Aderi às desfrizagens e às pranchas e a minha vida ficou bem mais fácil! Zero arrependimentos!
Em 2014 resolvi acabar com as desfrizagens e ficar-me pela prancha. Perdi imenso volume que era o que queria e os caracóis ficavam mais calmos e a prancha dava conta do assunto. Como tenho o cabelo encaracolado não tenho problemas com oleosidades e aguento impecável 2/3 dias sem lavar o cabelo. Dizem por ai que devíamos deixar estar até 1 semana mas confesso que mais que 3 dias já me deixa desconfortável psicologicamente! 

Porque que acabei com a desfrizagens? Porque tinha o cabelo liso numa parte e encaracolado noutra. Ao final de 6 meses as raizes vinham super encaracoladas e o cabelo ficava estranho. Se ia à praia ficava com o cabelo mega estranho. Agora está uniforme e mais calmo. 

Actualmente os caracóis estão mais desfeitos do uso da prancha e uso-o quase sempre liso ou liso com ondas da prancha mas se não alisar também fica aceitável para andar na rua (idas à praia e piscina). 
Mas como já não uso químicos basta deixar de esticar por umas semanas, voltar usar produtos para cabelo encaracolado e cortar as pontas mais lisas e ele fica tal qual como era! 

Ora no mês passado deu-se uma doença parva e andei com febres de 39º  e de cama só passou com antibióticos. Durante duas semanas não estava capaz de o esticar e só o banho já era custoso. Ora não é que nunca o vi tão bonito! Nem esticado fica tão bom... estava ondulado, raízes esticadas e fico super giro. Deu-me uma raiva... ora estava doente em casa, de patas para o ar mas de cabelo pantene. 

Já tentei repetir a experiência e não o esticar mas não consegui de todo reproduzir o resultado! 

Uma nova etapa


Como assim  o tempo passou a correr e ele vai começar a trabalhar a full time numa empresa da nossa área de formação?

Este ano está a ser um ano de mudanças, de novos desafios e de conquistas. Sinto dentro de mim um misto de entusiasmo e de medo imenso. A nossa vida vai mudar radicalmente acabou o conforto da sala de aula, dos testes, dos projectos, dos professores e da nota ao final do semestre. Estamos nos últimos meses dos 17 anos de escola. E esta na altura de trocar o certo pelo incerto e dar um salto para o mercado de trabalho. 

Ambos já trabalhámos mas foi uma brincadeira, só para fazer uns trocos. Agora é na nossa área em grandes empresas e começar a construir carreiras. Ele já deu o salto, agora falto eu! 

Embora eu esteja neste momento a colaborar com uma organização do estado como ainda é no âmbito da tese não é emprego! 

As capas do momento



Muito nos últimos dias se tem falado sobre as capas da revista Cristina ora em tom de insulto ora em tom de elogio. Tivemos também direito a debates, opinião publica e várias notícias nos meios de comunicação. Um golpe publicitário de génio, na minha opinião. As pessoas estão sedentas de sangue e adoram rasgar as redes sociais de opiniões e revolta. 
A revista é escondida em quiosques e há todo um burburinho à volta que incendeia um tópico que gera tanto desconforto a muita gente.

Pessoalmente fui educada bastante liberalmente embora nunca tive muitos amigos que fizessem parte da comunidade LGBTQ+ (não sei é assim que se diz actualmente, eles todos os anos adicionam uma letra nova que eu não consigo decorar). Para mim sendo todos humanos e cidadãos devemos ter todos os mesmos direitos e deveres. Não faz sentido para mim serem os exteriores a determinado grupo/comunidade fazer leis sobre algo que não sentem na pele. 

Cada vez mais há mais casais homossexuais a mostrar publicamente o seu afecto mas isso ainda é algo invulgar e fora do comum. O que não o torna errado, só diferente. E acho que é preciso um tempo para as pessoas saberem conviver com isso com naturalidade. É uma questão de hábito, ontem vidravam e insultavam, hoje simplesmente olham e amanhã já nem vão reparar de tão natural que é. É a evolução natural de qualquer quebra ao "normal" e ao "socialmente aceite".

Até aos 14 anos, quando fui a Amesterdão, nunca tinha visto propriamente um casal homossexual a trocar carinho em público. Chego a Amesterdão num fim de semana da parada gay. Foi o maior banho de realidade que alguma vez tive. Não havia quase casais heterossexuais à nossa volta e os casais homossexuais estavam com uma liberdade que eu nunca tinha visto. Não me senti de todo incomodada, não achei errado só achei diferente e libertador para quem nos seus países de origem tem de esconder o seus afectos. Sai de Amesterdão uma pessoa  melhor e mais informada.

Quando às capas em si não as aprecio muito. Acho-as pouco bonitas, demasiado perto! Eu não gosto muito de sentir que estou a expor a minha intimidade com o meu namorado na rua. E sinto-me incomodada se qualquer casal se está a "comer afincadamente" à minha frente, desvio o olhar, sinto-me a invadir um espaço que não é meu. Acho desnecessário. E é um bocado o sentimento que tenho quando vejo as 3 capas, que estou demasiado perto dum beijo que não é meu. Mas isto tem a ver com o meu gosto e opinião pessoal e é transversal a qualquer tipo de casal. 

Muita gente diz que este tipo de capa deve ser mostrada às crianças para acharem os beijos homossexuais normais mas eu não concordo. Acho que qualquer dos beijos não mostra amor, mostra erotismo e desejo. E acho que as crianças desde muito pequenas já são sexualizadas com maquilhagens e roupa portanto não há necessidade de mostrar o erotismo e o desejo antes de elas terem idade de serem elas a descobri-lo. 
Há outras formas de mostrar às crianças que a homossexualidade existe e que há pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e que isso não tem nada de errado. 

Não há necessidade de se ser púdico mas acho que estamos a encarar o sexo com demasiada leveza. Quando se prega nos reality shows que se faz sexo com qualquer um, sem saber doenças e sem qualquer protecção estamos a deseducar as crianças e os jovens. Mas isto é tópico para outro post!