Eles a decidir por e para Elas

24.3.17
Como é que é possível que mais uma vez os homens se reuniram para falar dos problemas das mulheres?
Desta vez o Trump e os homens republicanos decidiram que estava na altura de falar sobre a cobertura dos planos de saúde das mulheres e discutir se os cuidados maternidade devem ou não estar cobertos pelo plano de saúde. 

Como mulher, aliás, como ser humano não percebo porque se decide coisas pelas mulheres sem sequer as consultar. As mulheres não se juntam para decidir se as consultas dos urologistas devem estar ou não cobertas pelos planos de saúde das seguradoras. 

Até 2010, altura em que a nova lei entrou em vigor, mulheres e homens com a mesma cobertura de plano, as mulheres tinham de pagar mais. Isto, claro, se a companhia de seguros não quisesse negar cobrir os gastos das mulheres gravidas com prospectiva de engravidar num futuro próximo.

Numa altura em que estamos com baixa natalidade, sociedades envelhecidas vamos taxar a maternidade como se só a mulher fosse mãe e não fosse preciso um pai para fazer a criança é absurdo!

Já para não falar que as baixas de maternidade não são pagas nos Estados Unidos! Mas nem vamos entrar por ai!

Como é que isto é possível num pais dito de "primeiro mundo"? Como é que possível as grávidas, por consequência as mulheres, serem cidadãos de segunda?

Isto revolta-me imenso. Porque parecendo que não este cantinho aqui à beira-mar plantado ainda faz um esforço para respeitar as mulheres agora nos "grandes" Estados Unidos da América qualquer homem de negócios acha que pode ditar sentença sobre um estado que desconhece e a tomar decisões unilaterais. 

Felizmente desta vez ainda não houve mudanças, vamos ver o que acontece nos próximos anos. Se vamos realmente retroceder nas conquistas a pulso que fomos tendo. 

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