The Voice - Portugal | Tira-teimas


Eu adoro este tipo de voz, arrepia-me toda! Tive imensa pena que a Inês não tivesse passado. Não entendo o "encanto" do Tiago Nacarato. 

E lembra-me imenso a Patrícia Teixeira da equipa da Aurea! 


Outros que também adorei e achei memoráveis: 






Eu acho o tipo do Tomás super parecido com o do Murta. 






Reflexão




Confesso que estes últimos meses me tem dado para a reflexão. Analisar quem sou, de aonde vim e para aonde vou. Talvez seja o fim de uma era (universitária), talvez seja o fim de uma relação, talvez seja eu a amadurecer. Tenho olhado bastante para trás, não só com um olhar saudosista mas maioritariamente crítico. Aprender com os meus erros, perceber o que fiz de errado e analisar más e boas escolhas. 

Tudo me moldou no que sou hoje e honestamente nem conto com os dedos de uma mão coisas que me tenha arrependido. Eu sei que sou uma pessoa complicada (oh porra, sou mulher e isso basta!), que tenho bastante "bagagem" e medos coleccionados ao longo dos anos... mas tenho uma força do tamanho do mundo, resiliente a tudo. Vergo mas não quebro. 

Até recentemente uma pessoa fez-me achar que podia ser "emocionalmente frágil". Que a minha ansiedade podia ser sinal de fraqueza. Mas hoje sei que é muito pelo contrário. Só alguém "emocionalmente forte" é que sabe que é importante a partilha dos medos, ansiedades e bagagem. Que partilhando o peso das coisas, este é divido e deixa de ser o meu problema e passa a ser o nosso problema. E só assim podemos lidar com o que a vida nos deita para cima. No ultimo ano e meio lidei de perto com a morte, o cancro, outros problema familiares e ansiedade completamente descontrolada ... nunca me deixei ir abaixo, segui sempre em frente. Verguei mas nunca quebrei. Lidei com tudo o que a vida me atirou e fui o suporte dos outros mesmo quando eu estava perdida. Se isso não é ser "forte" então não sei o que isso é!

Ser forte não é anestesiar os sentimentos até não poder fugir mais, depois levar com tudo de rajada em cima e colapsar. Ser forte é ter a coragem de admitirmos (pelo menos, a nós próprios) as nossas fraquezas.Ser forte não é achar que podemos levar ao mundo às costas sozinhos porque assim estamos destinados a fracassar. Ser forte é ter a dignidade de reconhecer quando não nos bastamos e precisamos de ajuda de fora. Ser forte é... tudo aquilo que não foste. 

Fica escrito para o ar ou então para a quem esta mensagem servir, porque infelizmente os reais destinatários desta mensagem nunca a vão chegar a ler. 

Ainda na sequência do post das compras




Mesmo um exemplar feminina não tem de papar tudo o que é lojas só pelo simples facto de ser loja, especialmente numa ida ao shopping com a mãe! Há lojitas que mãe tem um prazer especial em admirar que a nós, filhas, nem nos interessa. Fiquei portanto a ocupar os alegres banquitos, geralmente usados pelos pobres dos homens que aguardam as suas senhoras, enquanto me dedicava à arte do cuscanço da vida alheia. Também não há muito mais para fazer depois de se fazer scroll ao face e ao insta e nem um sinal de mãe. 

Dedicada à bela arte do cuscanço, deparo-me com bando de adolescentes (aii tanta hormona per capita!). Ainda eram uns quantos e obviamente fazendo porcaria.. Qual velha, pensei logo que quando tinha aquela idade os rapazes eram claramente mais arranjadinhos e que se aquilo que eu vi é o que elas tem para admirar acho que mais valia ficarem a pão e água! Rapidamente lembrei-me que sou do tempo da grande moda das calças quase nos joelhos e o traseiro e os boxers todos de fora. E de os rapazes puxar em as calças uns dos outros, ficando só de boxers ou nem isso. E estranhamente deu-me uma certa saudade do secundário, do tempo que qualquer caramelo ranhoso era o gajo mais giro da escola e de mandar pelo menos 500 sms por dia com o meu Yorn!

E pronto, entretanto chegou a mãezinha e fomos todas contentes para o Gato Preto porque eu tinha visto umas "coisas mesmo giras" para decorar a nossa mesa de dia de natal e andava-lhe a chagar a paciência para ela ir comigo escolher decorações. E lá voltei para o mundo dos adultos!

Vim de termostato avariado




Ainda só estão 17 graus cá em casa e eu já ando com robe e um poncho. Já durmo de cobertor e ederdon e cada vez que mudo de divisão grunho para os presentes "tá frio! tá tanto frio!" E ainda só estamos a meio de Novembro. Janeiro monto tendinha ao lado da lareira.

As vezes penso que fui trocada na maternidade. Eu meto mais 10 quilos em mim só em robes, mantas e mantinhas e o meu pai anda o inverno todo em mangas de camisa. Depois olho-me ao espelho e vejo-o em mim e lá me convenço que pronto o meu pai é mesmo ele e que fui eu vim com defeito de fabrico, vim de termostato avariado.

Vai-se às lojas e é tudo f*king oversized!


Amigos, isto desde que saí da "gruta" (aka quatro paredes do meu quarto) tem sido uma agitação! Terminei a tese e  vi o mundo pela primeira vez e vai que não gostei! Nas minhas melhores intenções, resolvi ir comprar trapitos novos para o inverno e office wear e que desilusão! É favor explicarem-me o que é esta coisa de ser tudo oversized

Eu que sou um 1,55 de gente com 42 quilitos e 23 anitos (é ninguém diria que sou mais velha que a Georgina do Ronaldo! A moça é de 95 e eu sou do muy nobre ano de 94). Isto com jeitinho e até me passam bilhete de criança! Vá, não vamos exagerar... mas acham sempre que sou consideravelmente mais nova do que na verdade sou. Isto lá para o 80 deve dar jeito... agora nem por isso!

Resultado, eu vejo qualquer coisita que me desperta a curiosidade, tento arranjar a coisa mais pequena que encontro (vulgo, XS) e vai que me afogo em toda a peça de roupa! É pano, pano, pano... Caibo eu e cabem mais 3! 
Fui com a minha mãezinha, que veste o L, mas hoje veio toda contente com uns quantos casaquitos XS, que foi um mimo. Ela veio toda contente, já eu... 

Ora este pigmeu de gente já não é um mulherão, com aquela roupita quase pareço a irmã mais nova da Alana Martina! E uma moça, ainda para mais solteira, gosta de se mostrar fresca e fofa! É que homem nenhum merece que a nós percamos a nossa graça. Tem de ser sempre em bom, mesmo que para nós ainda não esteja declarada a época de caça!

Eu falo, falo, falo... mas sou esquisita para caraças com homens! Não gosto cá de andar em caçadas, se é para ser tem de ser cenas sérias. E depois lixo-me porque quando corre mal também doí mesmo a sério. Certo ou errado, é assim que vejo o mundo e acho que trás muito mais coisas boas que coisas más!

Mas pronto, isto não é post para andar a "carpir" mágoas sentimentais e os meu (bom) gosto sobre a espécime masculina!

A praga das sock boots

Já que andamos numa de fazer "bashing" ao mundo da moda, siga com a saga!

Eu adoro a convicção com que o mundo da moda nos tenta impingir que estas coisas (dizem que lhes chamam "sock boots") são bonitas!
É tipo praga, para aonde quer que olhe estão em todo o lado!
€99 Uterque.com
€29,99 Zara

E podia ser só maus gosto das "lojas dos pobres" mas, não!

€1.045 Balenciaga

Que raio, mas com que então voltámos aos sapatos bicudos? Tantos anos de esforço para conseguir enfiar de vez os sapatos com 10 cm de bico à frente na gaveta e agora já estão de fora outra vez?

Posto isto, parece-me então que este ano não compro sapatos!

Nada como sair à rua de roupão!

Hoje cruzei-me com uma senhora a sair do prédio da minha avó de roupão. Ia toda contente de roupão e malinha para o café. 
Mal cheguei a casa descobri aonde a senhora foi buscar a inspiração para o look:


Gostava de ser mosca para assistir ás reuniões dos publicistas quando decidem que é mesmo isto que determinado artista deve usar para criar mais buzz. Se isto é a "melhor ideia" nem quero imaginar as outras opções em cima da mesa! O mote do "falem bem ou mal o que importa é que falem" nunca fez tanto sentido. 

De volta e Mestre!

Olá, olá! 

Depois de um último post mais desagradável (que vos quero, desde já, agradecer pelo carinho e comentários reconfortantes!) venho dar, finalmente, uma boa noticia: Já fiz a minha defesa de tese e já sou Mestre! 




Sou uma orgulhosa engenheira e mestre em Engenharia Informática. Fiz uma tese da qual tenho um imenso orgulho e que resultou numa boa nota (15). Well, não tão boa como acho que a tese (texto, defesa e apresentação) merecia mas o que se pode fazer? Acho que mais do que realmente a qualidade do trabalho, é o arguente que afecta as notas. Não gostei do meu arguente, achei que foi uma discussão muito agressiva e notei falta de tolerância por opiniões divergentes das dele mesmo que bem fundamentadas e até defendidas por grandes instituições como o MIT. Defendi-me muitíssimo bem e recebi bastantes elogios (de docentes e colegas) pela minha defesa e isso sim deixou-me extremamente orgulhosa. Sinto que aprendi imenso e que evolui imenso enquanto pessoa neste último ano. 

Vi teses drasticamente piores que as minhas terem notas superiores e confesso que me matou um bocadinho por dentro. Há muito pouca consistência nas defesas das notas. Há quem tenha arguentes da área que puxam mais por nós, outros que tem arguentes que não são bem da área logo comem tudo o que o aluno disser. Há quem nos queira tostar vivos e quem simplesmente faz a defesa como uma mera formalidade. Mas explico melhor isto das teses e defesa de nota noutro post.  

Estou super feliz! Estou despachadissa da minha etapa de universitária e agora é tirar uns dias para mim, descansar, dedicar-me ao blog (estou tão cheia de saudades de estar mais presente na blogosfera) e depois... desatar a mandar currículos para tudo o que é empresa que me possa interessar e ir a entrevistas!

P.S. Já tive algumas entrevistas. Conto mais num post futuro! 


Um pequeno grande desabafo.

Se soubessem os dias que esta pagina esteve aberta e eu fixada nela vazia, simplesmente não sabia o que escrever e muito menos me sentia preparada para por em palavras a minhas últimas semanas. 

É durante os períodos em que a nossa vida se vira do acesso que as relações são postas à prova. Que o material que um casal é feito testado e ou saímos mais fortes, convictos do que queremos, ou a relação enfraquece e por consequência termina. Porque por vezes gostar não chega, é preciso superar os maus momentos, vontade, esforço, compreensão... é preciso encontrar conforto no outro e não afastar. Infelizmente, as vezes não funciona. Negligenciamos involuntariamente o que considerávamos um bem precioso e quando olhamos para trás e avaliamos as coisas e não funciona mais! 
As grandes mudanças fazem-nos questionar tudo, inclusive quem somos e para aonde vamos. 

Este mês terminei uma relação de dois anos e meio. Dois anos e meio de cumplicidade, de confiança, de amor, de amizade, de sonhos e de expectativas. E estou triste. Estou imensamente triste. Não porque a relação falhou, não porque investimos muito e no final não deu, mas sim porque perdi o meu melhor amigo, a pessoa que me confortava, a pessoa em quem mais confiava. Isso sim está a doer-me muito! 

Eu não deixei de gostar dele. Eu não deixei de sentir a falta dele. E sei que para ele também foi tudo menos fácil. Mas no entanto querer que algo resulte e ela resultar são coisas completamente diferentes. Se eu estava bem quando estávamos juntos? Não, de todo! Mas se agora estou mais aliviada e mais calma? Não! Definitivamente não! Quanto a ele? Não sei... Se acabou, acabou! Não consigo ser amiga. Não consigo continuar a mandar mensagens para saber como ele está! Preciso de me afastar e fazer o meu luto da relação. 

Quando contei às pessoas à minha volta disto a primeira questão foi sempre se isto foi uma zanga passageira ou se efectivamente foi de vez. Pessoalmente, acho que foi de vez! Eu acho que todas as tentativas de algo funcionar se fazem durante a relação e não após. Nunca posso dizer nunca mas é algo que não vejo acontecer. 

Acho que saímos demasiado magoados, perdidos e confusos nestes últimos tempos. O que me magoa é que mesmo tendo chorado juntos não fomos capazes de nos encontrarmos um ao outro. Enfim, provavelmente somos demasiado parecidos e diferentes para nas características erradas. Destes dois anos e meio ficam grandes aprendizagens, muitas memórias e bons momentos. 

Embora esteja de coração partido estou a tentar que isto não afecte a minha vida em nada e continuar a desafiar-me. Aproveitar que estou à espera da defesa da tese para me focar em mim e no que quero para mim. Tirar umas micro férias, sair com os meus amigos (que tem sido impecáveis) e claro começar a procurar emprego! Afinal daqui a uns mesitos isto muda tudo outra vez! E vou conhecer novas pessoas e novos desafios.

Ainda não foi desta que encontrei o meu Mr. Right mas não quero cair no erro de trancar o meu coração a 7 chaves outravez. Por mais em mil pedaços que esteja não posso simplesmente não voltar a confiar e a fechar-me em mim. 

Embora doa, soube-me bem deixar este pequeno desabafo! Terminei este texto a escorrer uma lagrimita mas não chorava desde o dia que falamos sobre nós. E as vezes chorar é o melhor remédio para a coisa acalmar cá dentro. 

Fim do prazo está a chegar...

O fim do prazo para entregar a tese está ai a estalar e por aqui está-se doente, outra vez! Eu tenho sempre uma sorte nestas coisas. Se há fim de prazos e eu estou aflita, arranjo sempre maneira de apanhar uma doença qualquer e ficar com os planos estragados!
A minha ausência deve-se ao estar completamente focada na tese! Tem de ser amigos, 2 anos de mestrado estão prestes a culminar numa discussão importantíssima! Daqui a umas semaninhas estou de volta ao blog para ficar!! E depois conto tudinho... primeira e segunda discussão de tese, como foi fazer a minha tese, próxima fase. Enfim... Imensa coisa para partilhar convosco! Até já ^^

Um dia na vida de quem sofre de ansiedade




Um video que acho que merece a pena ser partilhado. Um video genérico mas com algo que toca a todos os sofrem de ansiedade. 

Para mim são as horas e horas perdidas a pensar obsessivamente nas coisas que fiz, nas coisas que não fiz, nas coisas que quero fazer e nos erros que cometi. Ai os erros... são dias e dias presa nisso até à exaustão! Sou a minha pior inimiga e estou sempre a pensar o pior de mim e a sabotar-me. O estar sempre a pensar no pior cenário e recear tudo o que foge à minha rotina normal e à minha zona de conforto. No conduzir nota-se imenso. Não levo o carro para o centro de Lisboa, não levo o carro para zonas que não conheço. Estrago planos com amigos porque não quero ir sozinha de carro. É o medo constante de falhar, de as coisas correrem mal e para não correrem mal eu evito faze-las. 

No entanto a aprovação dos outros é-me indiferente, a minha aprovação é que é o meu problema. Nunca estou satisfeita com o que conquisto acho sempre que podia ser muito melhor. Não sei celebrar as minhas vitórias. 

Dormir, ai o que é isso? Não sei descansar... o meu cérebro está sempre a mil e não consegue desligar e são horas e horas de insónias a pensar no que não devo. As vezes durmo, mas estou num sono tão leve que qualquer barulhinho me acorda. As vezes "durmo" 10h mas sei que nem 5h estive a descansar a cabeça. 
Quando a minha ansiedade está descontrolada é sufocante para mim viver comigo. Sinto-me exausta, claustrofóbica, de rastos e incapaz de viver normalmente. É algo tão silencioso que ninguém do lado de fora nota. Foi um mundo terrível que criei na minha própria cabeça! 
Uma luta constante e depois de tantos meses de vitórias basta qualquer coisinha e volto novamente a este ciclo vicioso. 

Estes últimos meses tem sido tão duros com a pressão da tese e do orientador tem sido novamente muito maus. Acho que estou a levar isto mais a peito porque estou em casa, já não tenho aulas e as minhas pessoas estão nas suas teses, nas suas demonstrações e não tenho outra coisa para pensar que não nisto. Vou lentamente afastando-me das pessoas porque preciso de espaço para descansar a cabeça e conseguir parar o meu cérebro até ficar completamente dormente por dentro. 
O grande problema para mim é o afectar-me o sono e se não descansar afecta a minha sanidade mental!

E como é que eu saio deste ciclo vicioso? Meditação... muitos dias de meditação, muitos meses a ensinar o meu cérebro a ligar e a desligar a mente para, por fim, conseguir adormecer.

Finalmente estou a conseguir sair novamente de um momento menos bom! Estou a aprender a dizer que sim mesmo o meu cérebro gritando que não! Estou a aprender a controlar a minha respiração e a saber voltar a mim!

O quando me custou carregar ali no botãozinho publicar... acho que estive meia hora a olhar para este texto a pensar se o devia ou não publicar. Enfim... já foi!

A minha nova série favorita!



Ao longo de quase 12 anos o meu coração esteve preenchido com a minha série preferida de todo o sempre - Bones! Já a vi completa (12 temporadas) duas vezes e perdi a conta ao numero de vezes que ao longo destes 12 anos a fui revendo. 
A serie apareceu numa altura mais frágil para mim e fui a primeira vez que me relacionei com algo. Foi das series que mais coisas me ensinou sobre a vida e mais frases lapidares fui coleccionando. Em Março deste ano acabou, confesso que chorei baba e ranho. Como não se chora quando acaba uma etapa que acompanhou a nossa adolescência que moldou a nossa visão do mundo e a nossa personalidade? Os anos de 2005 a 2007 foram muito complicados para mim a vida ensinou-me a não confiar, a não partilhar, a reagir as coisas como se as tivesse a viver na 3ª pessoa e a ver o mundo sem qualquer emoção, apenas lógica. Não foi a minha fase mais agradável e estava perdida! E com a Temperance Brennan também eu aprendi a abrir o meu coração de novo aos outros e a deitar abaixo a minha muralha que me protegia do mundo. Por isso é, e será sempre a minha série preferida e quando o mundo me foge debaixo dos pés e sempre a essa serie que recorro. Meio estranho eu sei... mas acho que todos temos os nossos mundos de fantasia que nos dão conforto quando queremos estar sozinhos. Seja um bom livro, um local especial, uma serie...

Desde Março que andava à procura duma serie que me deixasse igualmente em pulgas cada vez que saísse mas tudo o que andava a ver não me enchia as medidas. Ou os actores não eram bons suficientes para durante 45 mim me convencerem que realmente o que estava a ver eram 100% real (eu sou como as crianças, preciso que durante 45 mim estar ali e acreditar no pai natal. 45 mim depois volto à realidade!) ou o tema da série era meh ou o argumento era meh... Ou simplesmente era boa mas não a minha série. 

Numa noite de insónias resolvi começar a ver uma serie nova: Outlander! Viagem no tempo? Já tinha visto toneladas delas... legends of tomorrow, Timeless e outras... Abri-a porque era passada em 1945 e em 1743 duas épocas que uma moça que adora história não podia deixar passar ao lado!

OMG! Eram 5h da manhã e ainda estava a ver a série completamente apaixonada. Não sei se é uma serie para toda a gente mas para o meu gosto pessoal encheu-me as medidas todas! E agora tenho uma nova serie preferida! Já estou a ver a história em tempo real e cada vez que sai um episódio novo sinto novamente aquela excitação de ter de o ver JÁ e de aqueles 45 mim serem sagrados! E sou transportada para o passado. O casalinho romântico tem uma química louca, os cenários são de cortar a respiração, a pronuncia é bem sexy (Eu sempre tive uma panca enorme por pronuncias meias estranhas. Sempre achei um piadão à pronuncia da Escócia e à do Alabama por serem tão marcadas!), os figurinos são excelentes,  a banda sonora é maravilhosa, a história está tão bem feita... O meu coração está novamente cheio!

O novo episódio sai dia 25 e estou a contar os dias para que o episódio 3 da temporada 3 veja a luz do dia!  

P.S. A serie é inspirada na saga de livros Outlander de Diana Gabaldon! 

Melhor momento dos Emmy


Delirei quando vi isto! Acho fundamental uma pessoa ter bagagem para ser capaz de gozar consigo própria. Não gosto em um pouquito do homem quando esteve na casa branca,alias acho que toda a gente que foi lá metida pelo Trump não tem competências para o cargo que tem e acho que a casa branca começa a lembrar um circo. Mas ri-me imenso, acho que a Melissa tem feito um trabalho incrível ao "imita-lo" e isto mostra o fair play do senhor. E ver o choque na sala não tem preço!

Desculpe, mas sou eu a pagar!




Se por acaso alguém daqui tem experiência na restauração por favor expliquem, porque é algo que me transcende. 

Cenário: Dois amigos (por acaso, era só o meu melhor amigo. Nem era o meu namorado!) vão almoçar juntos! Combinámos pagar a meias e que era mais prático para o restaurante um pagar com cartão e depois entre nós no carro fazíamos a divisão e trocávamos o dinheiro.  Pedimos a conta e o multibanco. Curiosamente, eu fiquei de pagar com cartão porque não tinha trocado.

Vem o empregado e espeta  a maquineta na tromba (minha gente, na tromba mesmo... ali a meio palmo de distancia do nariz dele) do meu amigo. Porque?! A sério expliquem-me porque que em qualquer lado todo o santo funcionário assume que é o homem a pagar a conta?  E lá tem de o rapaz encavacado empurrar a maquina para mim... Se vou almoçar com o meu namorado é exactamente a mesma coisa, é frustrante! Pagamos quase sempre à vez portanto 50% dos nossos jantar tenho eu de dizer "Desculpe, mas sou eu a pagar!", retirar a maquineta ao funcionário e ouvir aquele "Ooohhh" como se fosse uma loucura uma mulher pagar algo a um homem. 

Há qualquer regra de etiqueta que eu desconheça? É que não vejo o drama de colocar ao centro da mesa e quem for a pagar que se chegue à frente. Retira aquele momento "awkward" de andar a lutar pela maquineta. Enfim... 

Inutilidades


Será que ninguém nunca disse à senhora que as calças são feias de dói?

A "moda" tem coisas que nem lembram ao diabo! Para mim a roupa feminina tem um prepósito: ser útil e fazer uma moça  sentir-se "on top of the world". Isto são as calças mais inúteis que há, além de que são feias que doí e pouco práticas para se sobreviver no mundo real.  Até estou a imaginar ali a D. Maria com umas calças destas a correr na estação da linha de Sintra para apanhar o comboio para ás 7h da manhã pegar ao serviço. Ou uma "Dra" qualquer a conduzir um citadino no fantástico pára-arranca do A5 ou do IC19. Todo um cockpit inundado de folhitos, um "must" portanto! 

Uma banheira de pés


Sempre "sonhei" em um dia ter uma daquelas banheiras vintage de pés. 
Não sei como é que este "sonho" começou e até é meio sem sentido mas é uma coisa que está na minha bucket list!

Mais um 1º Semestre

Illustration by Nicole Clowes
As colocações de primeira fase já saíram!  Parabéns a todos aqueles que agora são caloiros universitários e boa sorte para o que ai vem. Ainda há a segunda fase e nada está perdido! Faz dia 27 deste mês 5 anos que me tornei caloira de 2ª fase e correu tudo igualmente bem!

Este Setembro foi o primeiro em 5 anos que não tive de fazer inscrições na minha faculdade, foi tão estranho! Eu ainda fui ao site, em jeito de nostalgia confirmar se o meu currículo estava 100% correcto. Últimos 2 meses enquanto universitária! Aiiiiiii....

Mais um ano e mais uma subida histórica nas médias da minha faculdade! WTF?! Quem são estas pessoas? Fica só o aviso de quem já viu muita coisa média alta de secundário não implica alto desempenho universitário! Há muito trabalho envolvido! Vi muitos médias 18 a terem pior desempenho que quem entrou com médias de 12/13...

Histórias do meu percurso: FACULDADE

Mulher que é mulher sabe cozinhar!



Parece-me que com esta nova descoberta do homem e mulher serem iguais é preciso ressalvar a essa igualdade em toda a conversa. Na minha modesta opinião, a discriminação começa quando é preciso explicitar essa igualdade em vez de ser algo que devia estar previamente implícito! Agora há cotas para tudo, uma pessoa já não sabe se está a escolhida porque é boa naquilo que faz ou só porque precisavam de preencher cotas. Porque raio precisamos de cotas para mostrar não fazemos discriminação? É tão triste ter de ser preciso cotas!

A igualdade vem do berço, da educação que nos dão, que aos poucos se vai reflectindo na sociedade. No aprender a ver a relação do pai e da mãe e as suas ambições pessoais e profissionais. No ser educado com os mesmos valores e competências independentemente do sexo com que se nasce e no ensinar que cada um pode ser tudo aquilo que ele ambicionar desde que trabalhe e se empenhe. Tem de ser educados para serem seres humanos incríveis e não mulheres ou homens incríveis.  

Agora diz-se Portugueses e Portuguesas. Mas afinal isto não é uma questão semântica de caca quando há assuntos realmente importantes para se resolver?

Eu não me importo de estar na espécie Homem e de estar entre os Portugueses. Importo-me sim de duvidarem das minhas competências em determinada área pelo facto de não ter um pénis. Importo-me sim que assumam que tenho de ser eu a sacrificar-me pela pessoa com quem estou. Importo-me sim que achem que eu tenho de ser a fada do lar e esperam que tenham sorte por achar um marido que me ajude. [então mas o gajo não vive lá também? A casa é só da mulher? Mãezinha ele só tem uma e não sou eu!]

E parece-me que andamos a lutar pelas coisas erradas. Agora não se quer cavalheirismo porque isso é sinal de machismo. Eu cá gosto de um homem cavalheiro, é sinal que me respeita! Principalmente, há que ter gestos de apreciação por toda a gente independentemente de homem ou mulher. A igualdade deve estar nas oportunidades e no valor da opinião porque no resto somos diferentes e essas diferenças devem ser apreciadas. Não faz sentido dos Jogos Olímpicos homens e mulheres estarem misturados em certas categorias quando tem capacidades diferentes e corpos com configurações diferentes. 

Nenhum sexo devia dominar o outro ou considerar-se superior. Nenhum sexo devia ser as suas opções, gostos e escolhas limitadas por causa do sexo com que nasceu! Eu sou uma lady e gosto de ser tratada com tal. Gosto que me segurem na porta. Gosto de gritar quando vejo um bicho e que seja o meu namorado a mata-lo. Gosto de me sentir protegida. Gosto que me dêem um casaco quando tenho frio. No entanto não confundam gostar de ser mimada com o ser frágil e fraca. Gostos não são necessidades. Porque de outras maneiras os homens também gostam de ser mimados e não é por isso que os consideramos frágeis e fracos. Não tolero no entanto que quando em casal as decisões não seja tomadas a dois. Não tolero que seja só uma a tomar conta das contas. Não tolero pedidos de autorização entre casais. Não tolero um ter medo do outro. 

Agora faz-se gala de uma mulher não saber cozinhar e tratar das coisas da casa, que façam eles! Ora que merda! Então um ser humano adulto não se sabe alimentar sozinho? É quase tão cómico como serem adultos e ainda precisarem que lhes limpem o rabinho quando vão à casa de banho! Vão me dizer que fizeram o 12º ano com derivadas, limites e merdas matemáticas complicadas mas não são inteligentes o suficiente para saber ligar um lume, botar uma panela e cozer um ovo sem o queimar? Não brinquem comigo! 
Mulher que é mulher sabe cozinhar, caso contrário é uma criança! Adulto que é adulto sabe cozinhar, independente do seu sexo!  Ninguém devia dependente de outro seja para o que for!

Estou tão cansada de ver coisas vendidas como feminismo que não passam de estupidez, ignorância e vontade de criar guerras aonde elas não existem e deixar os verdadeiros problemas passarem em branco!

Quando o Jornalismo tem a mente pequenina...

António Cotrim - LUSA

Só assim naquela e bem escondidinho entre as reportagens sobre o combate do século "Mayweather vs McGregor" ouvi dizer que ganhámos o Ouro em K1 5000 e a Prata em  K1 1000 (Fernando Pimenta - Mundial de Canoagem) lá para os lados da República Checa. 
Mas que interessa o que se passa por cá (ou melhor lá, na República Checa) quando podemos estar a ver reportagens sem fim sobre o picanço, o combate, as opiniões, os abracinhos finais e os elogios de um combate milionário lá para as Américas?  (Eu não sou completamente ignorante, eu sei que o McGregor é irlandês!)

Eu até nem sou fundamentalista no que toca ao patriotismo e adoro o mundo global mas qualquer merdinha que acontece para os lados dos Yankees é logo noticia de abertura do telejornal! Coisas como "Donald Trump olha sem óculos para o eclipse" é logo motivo de «OMG, isto tem de ser noticia em TODOS os noticiários!!» Gente, o Trump é um retardado, "period"!!!!!! Não há notícia ai! Vamos abrir um espacinho nas noticias para coisas que se estejam a passar cá e que tenham relevância! 

A minha pseudo entrevista de emprego



Estou neste momento a entrar na reta final da minha tese: dois mesinhos e nunca mais na vida olho para este documento! (Mentiraaa, na verdade ainda há que por isto em condições de publicar e há uma discussão para preparar!)

Eu sempre fui (e sou) um bocado medricas com mudanças, não gosto delas e demoro bastante tempo até dar "o salto".  Depois do esforço do salto é, geralmente, "smooth sailing" mas até lá peno sempre um bocadinho. 

Estou a chegar ao fim destes últimos 5 anos académicos e está na altura de começar a pensar em dar o próximo salto: o mundo do trabalho! Sou uma orgulhosa Licenciada em Engenharia Informática, pelo que é "suposto" ser fácil arranjar emprego. Isto porque é comum as empresas andarem atrás de nós desde que entrámos na faculdade e até estão presentes em vários eventos da faculdade. 

Nunca andei propriamente à procura de emprego mas sempre estive visível. A minha faculdade tem liberdade de dar os meus contactos às empresas interessadas e tenho um linkedIn actualizado e as consultoras andam sempre a cheirar para ver aonde podem ir buscar engenheiros fresquinhos acadinhos de sair do forno! 

Pergunto-me porque há tanto programador qualificado que não tem necessariamente o grau de licenciatura mas toda a gente se pela por um engenheiro sem experiência (aliás na minha licenciatura aprendi tudo menos a programar! Foi tudo muito do it yourself, mete isto a bombar de alguma maneira!).

Pois bem, uma dessas empresas acabou por me contactar (a mim e a vários finalistas do curso) para ir ter uma reunião para nos conhecermos melhor (dito assim, soa um bocadinho...). E eu decidir ir porque não tinha nada a perder. Excepto umas horitas e o dinheiro que deixei nos parquímetros de Lisboa algo que me doeu um bocadinho. Sabia que quase de certeza que dali não ia sair coelho  e que só me queriam para programadora. Mas pronto, era uma primeira entrevista, ia de mente aberta e no pior dos casos ganhava experiência!

Disclaimer: Eu não sou programadora, não gosto de programar (embora me safe) e até não programo há mais de 2 anos. E lá por estar em informática não implique que queira ou goste de ser programadora. Eu posso estar em informática e querer a área do negócio (eu! eu ! eu!), posso querer jogos, posso querer inteligência artificial, posso querer robótica e por ai em diante. Há áreas com mais programação que outras, e mesmo uma pessoa gostanto de programar não quer necessariamente ir fazer desenvolvimento de software para consultoras

O propósito da entrevista era eles verem o nosso currículo e conhecerem-nos para o pressuposto de recebermos uma proposta e começarmos lá a carreira com direito a uns meses à experiência. 

A entrevista em si foi um bocado flop e não gostei nadinha de lá ir! Ora vamos lá ver porquê:

1. Ora tudo bem que eu ainda sou uma mera estudante e tal, mas parecendo que não eu sou uma Engenheira (até na ordem estou, vejam lá quão chique sou!) o que merece respeito e profissionalismo de um possível empregador! O pré, o durante e prós foi um "shit storm" de erros de básicos. Ora ligavam a pensar que estavam a falar com x e na verdade era y, faltas de confirmações das entrevistas, misturas nos currículos, tempos de espera absurdos e até se chegaram a esquecer de entrevistas. E podia continuar porque só tive mau feedback de colegas que foram também a estas entrevistas.

2. Tendo a empresa diversas áreas e sendo informática, um curso extremamente variado, só nos queriam para uma coisa: desenvolvimento de software! Manifestaram zero interesse no que tínhamos feito para além de programar. Só queriam saber as linguagens que gostávamos ou éramos bons. Não senti que me ouvissem quando disse que não era uma área que me interessava e foi tudo na base no entras e depois há eventualmente mobilidade. Eu não quero entrar e ouvir propostas para  uma área que não me interessa na esperança do "logo se vê"... Até porque as pessoas na entrevista eram de uma área especifica e só conheciam a área em causa. Área essa que não me interessava! 

3. Achei que a entrevista foi demasiado informal e não foi aquela entrevista clássica que uma pessoa está habituada. Há um informal agradável e há o informal de falta de profissionalismo e achei que foi mais o último. Senti que o meu perfil pessoal foi ignorado completamente e que com o meu curso só levava um selo de "programadora" na testa e siga para a linha de montagem... e PRÓXIMO! Sabem a frase do "carne para canhão", pois... foi mesmo isso! 

4. Não gostei da vibe daquilo! Nem propriamente das condições de se trabalhar lá. 

Sai de lá a achar que tinha perdido o meu tempo e o tempo dos moços da reunião. Ligaram-me novamente para ir lá ouvir a proposta (Whaaaaat?) mas já não estava minimamente interessada. 
Houve colegas meus que foram mas que eu saiba nenhum ficou por lá. A oferta não era completamente má, até dava um número bem jeitoso no final mas... isso só se passasses não sei quantas fases e lá pelo meios ainda trabalhavas para eles a ganhar mal até seres oficialmente aceite. 

Pasmo-me é porque isto é numa área com poucos problemas de empregabilidade, em que os estudantes se podem dar ao luxo de rejeitar propostas e mesmo assim eles estragam a nossa primeira impressão sobre a empresa. 

O post grita um bocadinho "roasteeeed" mas foi genuinamente o que senti e achei que o devia partilha-lo com vocês. O post já vai longo mas queria dar-vos um bocadinho de contexto, muito obrigada a quem teve a paciência de ler isto tudo! 

Período, o drama!





Apesar de cada vez menos ser tabu ainda se sussurra que se está com o período e que se precisa de material próprio para o efeito. Ao longo da minha década enquanto mulher fértil cruzei-me com diferentes criaturas (fêmeas e machos) com uma aversão ridícula ao tema período.

Convínhamos, é algo intimo não é propriamente algo que se anda a comunicar a toda a gente com detalhes mórbidos mas também não é assunto para levar à debandada geral quando ocasionalmente é mensionado!

Pergunto-me o que leva jovens informados de 20 e tal anos - homens, portanto! - a ter nojo só de mencionar o nome período ou menstruação. Como se fosse algo, pasme-se, contagioso e a praga dos nossos dias. E nós, mulheres impuras, ousamos partilhar com os nossos parceiros que não estamos na nossa graça habitual. Homens criados com mãe e irmãs em casa! Fascina-me como é que se vive 20 anos com uma pessoa que se menstrua e ainda não estão habituados ao tema!

E o mais ridículo disto tudo é que nem estou a inventar ou a exagerar para propósitos de chocar o leitor. Estes homem existem e eu, infelizmente, conheço vários. 

O meu irmão tem 19 anos e sabe quando estou com o período - nota-se, lamento, e ele não nasceu parvo - e até já teve de me ir comprar pensos ao supermercado. Munido da foto da caixa e da informação de qual o corredor certo e lá foi ele. Imagine-se, sobreviveu! Zero traumas até ao dia de hoje... 

Eu sou um free spirit no que toca ao período, namorado meu sabe sempre que estou com o período. Um homem que não aborda normalmente o tema período é um deal breaker.  Alias período implica que não há bebés a caminho portanto é algo que os dois devem estar informados e não só uma parte. E nós ficamos avariadas das hormonas - pelo menos eu fico sensível como tudo - e eles precisam de saber o que se passa. Felizmente o meu namorado tem exactamente a mesma visão que eu sobre o assunto e é bastante informado. Não só porque foi educado assim como sempre se interessou pelos dramas menstruais das namoradas que teve. É de louvar!

O meu período designa-se Mr. Red porque acho o nome fofo. E acho uma graça enorme aos nomes que as mulheres arranjam para "secretamente" se notificarem que estão "de molho". Ai ai secundário em que era frequente ouvir-se que "O Benfica jogava em casa" e que "as portas do mar vermelho se tinham aberto". 

A falta de conhecimento que muitos homens têm sobre o tema Período é tenebroso. Já me perguntaram se "estava sempre a sair" ou se "só saia uma gotinha ou duas por dia". Claro amigos, sempre a menstruar non-stop nós até usamos baldes, em vez pensos! E muitos nem sabem o que é o período, de que é feito e para que serve e que é apenas um problema nosso. Sim, porque a reprodução é feita a 1 e tudo. 

Ainda há muito homem e mulher que vive na idade média e com zero dialogo em casa e que é incapaz de lidar informadamente com coisas banais como o periodo e até o sexo (yep, mas isso é assunto para outro post! Isto de se ter andado num colégio católico encontra-se alminhas de bradar aos céus - ou basta ver o LOT da TVI que tem o mesmo grau de desinformação!) 

Parabéns a nós!



(Well, na verdade o aniversário foi ontem mas... nunca é tarde para celebrar!) 

Quem diria que este blog já conta com 4 aninhos em cima? O tempo passou a correr!

Obrigada a todos vocês por tornarem esta casa num refugio muito especial e me terem permitido conhecer pessoas inspiradoras e incríveis que tem feito parte desta casa desde sempre! Este último ano outras prioridades tem me afastado um bocadinho deste mundo mas continuo aqui  a acompanhar as vossas conquistas e a vibrar como se fossem minhas. 

PARABÉNS A NÓS! 

Longe da vista, longe do coração.

Eu dou-me bem com muita gente, há muita gente que gosto e que tento sempre dar o melhor de mim mas amigos, bons amigos, isso quase não tenho. Mas os que tenho são ouro!

Nunca fui muito boa a fazer amizades! Ou melhor... a minha definição de amigo e a definição das outras pessoas é que, simplesmente, não é a mesma. Entrei na faculdade trazendo três ou quatro amigos do secundário, básico e primária. 

Desde que entrei na minha faculdade perdi grande parte do meu tempo livre o me afastou das poucas que já tinha anteriormente. E mesmo na faculdade, apesar de ser um bicho social e de conhecer toda a gente fazer amigos, Amigos com A maiúsculo é-me extraordinariamente difícil. 
Actualmente é tudo muito efémero e longe da vista igual a longe do coração. Tu para seres amigos de alguém precisas de estar todos os dias e ir para todo o lado juntos como se de gémeos siameses se tratasse.

Eu sei que não sou a melhor pessoa para se manter uma amizade, eu não sou pessoa para querer sair todos os dias com os amigos, não gosto de dramas do secundário, não sou a amiga para ir beber com, gosto muito do meu espaço... No entanto sou a amiga que para a vida toda para estar com um amigo quando há problemas. Mas problemas há de ano a ano e festas há todos os dias. E na altura de escolher é amiga que está "no matter what" que é trocada pelas amigas das festas. 

Se já me magoei? Imenso. Já me desiludi com imensas pessoas que tenha em grande conta e na verdade foram uma merda. Houve pessoas que não cai só uma vez, que aceitei as desculpas e arrependimentos mas que me voltei sempre a magoar. Eu invisto de coração nas minhas amizades. Nos últimos anos tenho aprendido e já sei exactamente o que vai sair de cada pessoa e já não me surpreendo.

Eu não sou parva, alimento é a farsa e sei perfeitamente distinguir quais são as amizades que são verdadeiras e as pessoas que simplesmente querem chupar a minha atenção e não vão fazer um único esforço para a amizade ser reciproca. 

Desde que já não estou em aulas o telefone já quase não toca mas quando toca são exactamente as poucas pessoas de sempre. São as pessoas que "no matter what" vão estar sempre para mim como eu estou para elas e que vibram com as minhas conquistas como se fossem deles. Sem interesses, sem invejas, sem cobrar nada!

Cada vez mais tenho o meu coração fechado a 7 chaves e é preciso ser-se mesmo incrível para eu considerar abrir as minhas defesas. 

Semana dos deuses




Esta última semaninha foi dos deuses e por isso quase nem cá pus os meus pezinhos! Estamos em countdown para ele começar a trabalhar (omg, nem acredito que é já na terça!) e tivemos acesso a uma piscina de amigos então foi aproveitar os dias de barriga para o ar e tostar um bocadinho só os dois! 

Soube pela vida! Não tarda também vou ter as férias com os meus pais e tentar esquecer um bocadinho a preocupação de que tenho uma tese para terminar! 

Mação

Mação é a terra da minha avó, temos casa numa aldeiazita do concelho. Felizmente este ano não estamos lá. Em 2003 vimos o inferno na 1ª pessoa! O conselho tem um plano piloto de prevenção de incêndios que tem funcionado relativamente bem! Há engenheiros florestais no concelho, há caminhos próprios para o combate, há tanques nas aldeias já preparados para estas situações, há maquinas próprias para combater o fogo com terra. Mação é dos concelhos mais preparados e mesmo assim isto continua irresolvível, algo de muito errado se passa! 

Há um presidente a dizer que aquilo continua um inferno e critico, há imagens assustadoras mas a protecção civil dá briefings a dizer que o fogo está em resolução, já não está tão preocupante e que há homens  suficientes realmente há algo de muito errado no combate a este fogo. 

Afinal em que fogo está a protecção civil? Claramente não no de mação!!! 

Infelizmente há muita terra privada não está devidamente tratada. 

Tabaco, o direito de fumar?




Adoro quando me vem com conversas como  "eu também tenho direito de exercer o meu direito de fumar" e nem pensam que ao contrário de outros vícios este é um vício que afecta quem está ao lado. Esquecendo-se que estão a obrigar quem está numa mesa ao lado a levar com o fumo, o cheiro (que custa a sair da roupa e do cabelo) e com químicos. Faz-me zero impressão restaurantes ou outros locais com zonas para fumadores, desde que quem fume não me incomode, que fumem à vontade. 

Eu que raramente já uso explanadas porque quero manter-me longe de quem fuma e se vou a alguma escolho sempre algo no cantinho para evitar estar junto de quem está a fumar. Acho um bocado indecente eu ter de me abster de usar uma explanada, que no verão é ultra agradável e estar a cozer no interior dos espaços, porque o exterior é uma nuvem de tabaco e depois ouvir que as leis afectam os direitos dos coitados dos fumadores. Como é que impor o fumo é diferente de impor a proibição de fumar em determinados sítios? 

Que o tabaco faz mal já é sabido e que há outras coisas igualmente más: obesidade, álcool, etc. Escolher fumar está nas mãos de cada um, faze-lo com pessoas não fumadoras ao lado já invade a escolha dos outros. Eu na rua, em parques, etc. eu escolho acelerar o passo mudar de sitio e eu não me importo (ok, eu penso: raios partam daquela criatura aqui a poluir o meu ar) de ser eu a mudar-me. Em cafés, explanadas eu não me posso propriamente mudar de mesa, especialmente quando eu já lá estou e vem fumar para a mesa ao lado. 

Ainda semana estive na explanada capricciosa de Carcavelos e tive um jantar romântico ao por do sol com o meu namorado até que uma grupo se sentou na mesa ao lado, começou a fumar e o ar até parecia Londres em plena revolução industrial. Foi enfardar o biscoito de chocolate o mais depressa possível, chamar o funcionário, pedir a conta e fugir dali para fora a resmungar. Com que direito é que me estragam o meu jantar estando lá eu primeiro e tendo eu o cuidado de escolher uma mesinha o mais isolada possível de quem está a fumar? 

Com que direito é que os estabelecimentos permitem que isto aconteça e não tem divisão de espaços para eu poder escolher uma área longe de quem também tem o direito de estar a fumar também ao ar livre? Porque que os dois direitos não existem? 

Estão a ver o que é estar no cinema e estar alguém de telemóvel ligado com luz a perturbar a experiência cinematográfica de todos? Ou comentarem o filme em alto e bom som? Toda a gente concorda que é uma valente merda! Porque que ter um fumador a fumar para cima de um não fumador é diferente? Também me perturba a experiência de ter um ar de qualidade ao meu dispor!

Desabafo capilar




O meu cabelo é naturalmente bastante encaracolado e volumoso. Não é ondulado, é mesmo estupidamente encaracolado sem ninguém na família ter nada assim!  Sempre gostei dos meus caracóis mas como o caracol nasce na raiz do nada viro caniche facilmente. Sempre foi algo que me deixou super conscienciosa e me obrigava a ter vinte mil produtos e uma rotina capilar enorme. Tinha de lavar a cabeça todo o santo dia porque dormi a os caracóis viravam uma emaranhado de cabelos que não tinha salvação possível. 

Demasiados anos de sair de cabelo molhado para a rua e de lavar a cabeça todos os dias levou a que as minhas raízes enfraquecessem bastante.

Aprendam comigo,  lavar a cabeça todos os dias é desaconselhado porque a raiz demora 24h a estar 100% seca e se estiver anos e anos molhadas ou húmidas sem haver descanso elas apodrecessem e enfraquecem

Então em 2012 resolvi mandar os meus caracóis passear! Aderi às desfrizagens e às pranchas e a minha vida ficou bem mais fácil! Zero arrependimentos!
Em 2014 resolvi acabar com as desfrizagens e ficar-me pela prancha. Perdi imenso volume que era o que queria e os caracóis ficavam mais calmos e a prancha dava conta do assunto. Como tenho o cabelo encaracolado não tenho problemas com oleosidades e aguento impecável 2/3 dias sem lavar o cabelo. Dizem por ai que devíamos deixar estar até 1 semana mas confesso que mais que 3 dias já me deixa desconfortável psicologicamente! 

Porque que acabei com a desfrizagens? Porque tinha o cabelo liso numa parte e encaracolado noutra. Ao final de 6 meses as raizes vinham super encaracoladas e o cabelo ficava estranho. Se ia à praia ficava com o cabelo mega estranho. Agora está uniforme e mais calmo. 

Actualmente os caracóis estão mais desfeitos do uso da prancha e uso-o quase sempre liso ou liso com ondas da prancha mas se não alisar também fica aceitável para andar na rua (idas à praia e piscina). 
Mas como já não uso químicos basta deixar de esticar por umas semanas, voltar usar produtos para cabelo encaracolado e cortar as pontas mais lisas e ele fica tal qual como era! 

Ora no mês passado deu-se uma doença parva e andei com febres de 39º  e de cama só passou com antibióticos. Durante duas semanas não estava capaz de o esticar e só o banho já era custoso. Ora não é que nunca o vi tão bonito! Nem esticado fica tão bom... estava ondulado, raízes esticadas e fico super giro. Deu-me uma raiva... ora estava doente em casa, de patas para o ar mas de cabelo pantene. 

Já tentei repetir a experiência e não o esticar mas não consegui de todo reproduzir o resultado! 

Uma nova etapa


Como assim  o tempo passou a correr e ele vai começar a trabalhar a full time numa empresa da nossa área de formação?

Este ano está a ser um ano de mudanças, de novos desafios e de conquistas. Sinto dentro de mim um misto de entusiasmo e de medo imenso. A nossa vida vai mudar radicalmente acabou o conforto da sala de aula, dos testes, dos projectos, dos professores e da nota ao final do semestre. Estamos nos últimos meses dos 17 anos de escola. E esta na altura de trocar o certo pelo incerto e dar um salto para o mercado de trabalho. 

Ambos já trabalhámos mas foi uma brincadeira, só para fazer uns trocos. Agora é na nossa área em grandes empresas e começar a construir carreiras. Ele já deu o salto, agora falto eu! 

Embora eu esteja neste momento a colaborar com uma organização do estado como ainda é no âmbito da tese não é emprego! 

As capas do momento



Muito nos últimos dias se tem falado sobre as capas da revista Cristina ora em tom de insulto ora em tom de elogio. Tivemos também direito a debates, opinião publica e várias notícias nos meios de comunicação. Um golpe publicitário de génio, na minha opinião. As pessoas estão sedentas de sangue e adoram rasgar as redes sociais de opiniões e revolta. 
A revista é escondida em quiosques e há todo um burburinho à volta que incendeia um tópico que gera tanto desconforto a muita gente.

Pessoalmente fui educada bastante liberalmente embora nunca tive muitos amigos que fizessem parte da comunidade LGBTQ+ (não sei é assim que se diz actualmente, eles todos os anos adicionam uma letra nova que eu não consigo decorar). Para mim sendo todos humanos e cidadãos devemos ter todos os mesmos direitos e deveres. Não faz sentido para mim serem os exteriores a determinado grupo/comunidade fazer leis sobre algo que não sentem na pele. 

Cada vez mais há mais casais homossexuais a mostrar publicamente o seu afecto mas isso ainda é algo invulgar e fora do comum. O que não o torna errado, só diferente. E acho que é preciso um tempo para as pessoas saberem conviver com isso com naturalidade. É uma questão de hábito, ontem vidravam e insultavam, hoje simplesmente olham e amanhã já nem vão reparar de tão natural que é. É a evolução natural de qualquer quebra ao "normal" e ao "socialmente aceite".

Até aos 14 anos, quando fui a Amesterdão, nunca tinha visto propriamente um casal homossexual a trocar carinho em público. Chego a Amesterdão num fim de semana da parada gay. Foi o maior banho de realidade que alguma vez tive. Não havia quase casais heterossexuais à nossa volta e os casais homossexuais estavam com uma liberdade que eu nunca tinha visto. Não me senti de todo incomodada, não achei errado só achei diferente e libertador para quem nos seus países de origem tem de esconder o seus afectos. Sai de Amesterdão uma pessoa  melhor e mais informada.

Quando às capas em si não as aprecio muito. Acho-as pouco bonitas, demasiado perto! Eu não gosto muito de sentir que estou a expor a minha intimidade com o meu namorado na rua. E sinto-me incomodada se qualquer casal se está a "comer afincadamente" à minha frente, desvio o olhar, sinto-me a invadir um espaço que não é meu. Acho desnecessário. E é um bocado o sentimento que tenho quando vejo as 3 capas, que estou demasiado perto dum beijo que não é meu. Mas isto tem a ver com o meu gosto e opinião pessoal e é transversal a qualquer tipo de casal. 

Muita gente diz que este tipo de capa deve ser mostrada às crianças para acharem os beijos homossexuais normais mas eu não concordo. Acho que qualquer dos beijos não mostra amor, mostra erotismo e desejo. E acho que as crianças desde muito pequenas já são sexualizadas com maquilhagens e roupa portanto não há necessidade de mostrar o erotismo e o desejo antes de elas terem idade de serem elas a descobri-lo. 
Há outras formas de mostrar às crianças que a homossexualidade existe e que há pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e que isso não tem nada de errado. 

Não há necessidade de se ser púdico mas acho que estamos a encarar o sexo com demasiada leveza. Quando se prega nos reality shows que se faz sexo com qualquer um, sem saber doenças e sem qualquer protecção estamos a deseducar as crianças e os jovens. Mas isto é tópico para outro post! 


SIRESP


A partir do minuto 27 vale a pena ver! E é nestas parcerias público-privadas que os governos estoiram o dinheiro publico!

Os ultimos dias - Incêndios


NASA Earth Observatory (a 19 de Junho)
Andei uns diazinhos longe da blogosfera por motivos profissionais e académicos (por acaso, só coisas boas!) e só quis escrever sobre este tema com o seu merecido tempo!

É inacreditável a dimensão desta tragédia! Cá em casa foi vivida de forma particularmente intensa porque foi algo que a minha mãe já viveu. Há uns bons anos a minha mãe teve de lutar pela própria vida contra um fogo florestal que os cercou é algo que a marcou profundamente.
O resto de nós nunca estivemos nessa situação mas já vimos o fogo bem perto de casa da minha avó paterna (num minúsculo vilarejo no centro do pais). Vimos o dia tornar-se noite, o céu vermelho, fagulhas em chamas por todo o lado, ficamos sem telefone e electricidade. Felizmente não nos bateu directamente à porta de casa e mal pudemos zarpamos para Lisboa! Por estradas completamente esturricadas, ainda se via o fumo a sair do chão e algumas zonas ao lado da  auto estrada ainda com pequenos focos de fogo... Foi a viagem mais calada e dolorosa que alguma fez fizemos. 

É com imenso respeito e admiração que vejo o trabalho dos bombeiros e de todas as outras entidades que se precipitam para a frente do perigo prontos para dar a vida para salvar as dos outros! 

Este ano está a ser particularmente trágico e há 64 vitimas mortais e centenas de feridos. Está na altura de mudar-mos o panorama florestal português. Algo correu mal! Algo correu inevitavelmente muito mal e é preciso ajudar-mos aqueles que sofrem na pele esta calamidade mas também é importante questionarmos as entidades competentes.  Sabermos o que realmente falhou e muda-lo! Se realmente fizemos tudo o que pudemos e correu desta maneira é porque os meios que temos ao nosso dispor  e os nossos métodos não estão a ser suficientes!

Planos obsoletos, meios pouco equipados, falta de ordenamento de território, falta de organização nos comandos das operações. É preciso rever tudo e chegar a acções claras e eficazes! Os incêndios são uma inevitabilidade é certo, mas minimizar o seu impacto e, principalmente, evitar perdas de vida humana é uma obrigação! 

Mas não é aprovar qualquer coisa para calar o povo, é aprovar algo com pés e cabeça. Independentemente de o custo inicial ser elevado, no final acabará por compensar! O governo português (seja qual a cor no governo) adora poupar na manutenção e depois é o que se vê... O estado em que estamos não é culpa só do PS ou só do PSD é culpa de todos os partidos da assembleia que são incapazes de se unir pelo bem comum dos portugueses. 

Espero, sinceramente, que em anos futuros os nossos bombeiros não sejam esquecidos (que ainda por cima são maioritariamente voluntários - na minha opinião deviam ser pagos e bem pagos!) e tenham melhores meios e formação para enfrentar o inferno dos fogos florestais.

Outra questão que pessoalmente me incomoda muito é que cada vez mais os canais de televisão não saibam destingir o que é notícia do que é exploração da tragédia alheia. A competição pela qual a reportagem mais chocante e mais invasiva é deplorável! Bate-se mesmo no fundo quando se faz reportagens como a da Judite de Sousa. 
E isto é transversal ao tema da reportagem, mas é especialmente evidente quando são temas como incêndios e terrorismo.

Agora, é ajudar quem mais sofreu com esta calamidade! Nisso o povo português é extraordinário e é algo que me enche a alma de orgulho! 

Tosta em part-time



Hoje ousei por a "patita" fora do conforto da minha casa! [pois vocês não sabem mas desde que comecei a tese que isto é a pasmaceira. Trabalho a partir de casa e pareço uma ermita ou um monge em clausura. Pessoas é quase um mundo novo para mim!] Vá, tive exame  às 8h [valente m*rda! Doeu tanto, mas tanto, mas tanto!] e fui obrigada a sair da minha grutinha aka quarto. 

Enquanto andei a dizer "olá mundo" experienciei tal qual o que uma fatia de pão deve experienciei aquando o contacto com uma torradeira ligada! Não foi entusiasmante ver o mundo foi só, terrivelmente quente! Eram 8h da manhã e já andava de manga curta (coisa inédita para mim que sou um frigorífico nas horas vagas. Fui fazer o exame, fazer os meus recados e pegar em mim e sair o mais rapidamente do centro de Lisboa e vir para o ar condicionado da  minha santa casinha. Um luxo! 

Ontem andava a dizer raios e coriscos de nunca sair de casa porque estou cheia de trabalho com a tese e hoje já repensei a minha visão da coisa! Logo esta semana que vou andar em reuniões no centro de Lisboa quase todos os dias. 

Claro que tenho andado desaparecida daqui a minha vida tem sido o tédio dos tédios trabalhar, trabalhar e trabalhar. Só penso: que chegue Outubro! que chegue Outubro e termine esta tese de vez! 

Date night = Telemóvel na mala.


Date night = Telemóvel na mala

Por mais caótica que a nossa semana esteja há sempre uma noite que tiramos para nós. E este último ano tem sido um conjunto de semanas caóticas. Mas não importa quão má esteja a nossa agenda, há sempre uma noite que guardamos para ir jantar fora, namorar, passear e contar todas as coisas que nos aconteceram. É o nosso, e só nosso, momento sem distracções, mensagens, telefonemas e "emergências".  Faz-me confusão estar a passar um bom momento com uma pessoa que gosto e estar agarrada ao telemóvel a fazer outras coisas. No geral, refeições com amigos, família e namorado é tempo sagrado do qual o meu telefone não faz parte. Nem selfies, nem fotos de grupo, nem fotos à mesa ou à refeição são tudo coisas que evito fazer. A maior parte das vezes porque se estou a aproveitar nem me lembro de pegar no telefone e registar alguma coisa. Ficam as boas memórias!

Acho, inclusive,  que as fotos quebram um bocado o momento. Tenho uma amiga (ela é mais uma conhecida que me dou bem) que em todas as santas refeições tira fotos. Até fotografa os pratos de toda a gente e honestamente é frustrante que doí. 

É preciso querer fazer um esforço


Sinto que desde que comecei a faculdade me tenho afastado lentamente de algumas pessoas eram importantes para mim. Não sou a amiga de levar todas as noites ao café, não tenho tempo mas estou sempre lá quando é preciso. Ás vezes é preciso ter o trabalho de pegar no telefone e saber dos outros e nem todos estão disponíveis para isso. Aos poucos também eu vou perdendo a vontade de fazer o esforço de pegar no telefone. 

Está na altura de a faculdade começar a devolver todos os anos que eu lhe ofereci e tudo aquilo que perdi. Outubro termina mais uma etapa. O entusiasmo, a aventura e o medo incerteza já moram aqui! 

Isto de ser adulto



Diz-se que para a semana vou ter a minha primeira entrevista com  um possível empregador 

Ligaram-me por contacto com a minha universidade e vou lá passar e ver o que é isso de ter uma possível entrevista de emprego. Provavelmente vou lá para me dizerem que precisam de mim para programadora, o que não é nada o que quero fazer! Portanto o mais provável é não estar interessada mas vou de mente aberta e quem sabe se a minha área lhes interessa. De qualquer das maneiras o plano A (até achar algo que me cative) é ficar 2 meses de férias e aproveitar para purgar os 5 anos de tortura, talvez tirar um daqueles diplomas catitas de inglês e investir num certificado da minha area. Só depois lançar-me fresca e fofa ao mercado de trabalho. 

P.S. E vou comprar uma roupita mais formal. Isso sim está-me a deixar entusiasmada!!

Diana, Wonder Woman


Depois de umas merecidas férias do blog, espero estar de volta!

Terça foi dia de Wonder Woman com o namorado e uns amigos e posso dizer que surpreendeu as minhas expectativas. Para mim, a DC acertou completamente no filme e no cast! Depois de ter ficado "meh" com o Suicide Squad acho que este filme redimiu um bocadinho tantos maus "casts" e maus filmes. 

O filme é super badass, na minha opinião muito mais que o man of steal! As "stunts" estão top top top top top. E principalmente, não se sente que é um filme a  promover gritantemente o "girl power". Mostra a história dum super herói que por acaso é uma mulher. Isso para mim não tem preço porque acho que não há nada mais errado do que provar que somos melhor que os homens ou que temos de provar o girl power. Se temos de evidenciar que somos mulheres e que isso é um fator a ter em conta então já estamos a destruir a premissa da igualdade de género! 

O enredo filme em si é simples estão ali a mostrar a história dela e só a história dela. Há um beijito ou outro, ela arranja uns amigos e tal mas o foco é ela perceber a humanidade, descobrir que é uma deusa filha de Zeus, matar o mau e ser "badass as fuck" durante algo que parece ser a primeira guerra mundial. 

Ainda me ri bastantes vezes porque o filme foi feito com algum humor sem ser feito para ter piada. Acima de tudo,  fiquei com  um quanto ou tanto de inveja do quão "badass" ela é! 

Agora é cruzar os dedos e esperar pelo melhor no próximo filme, o Justice League. 

Parabéns Salvador!

Não achei a fonte da imagem se souberem o autor, avisem!
Ontem vi pela primeira vez todo o festival e saltei do sofá a cada 12 pontos! Nem conseguia acreditar. Sempre achei que a música tinha potencial para se destacar mas dai a ganhar vai um longo caminho. De qualquer forma é uma musica muito bonita e é bom ver Portugal a canta-la com orgulho (Portugal e não só!) Covers vão aparecendo de todas as partes do mundo!

Este tocar o coração das pessoas que sem perceberem nada, perceberam tudo. Esta universalidade da música. O dar a conhecer o português e o que de bom se faz em portugal é a verdadeira vitória deste festival! 

É bom saber que não é só o football que move um pais! 

P.S. Os vídeos que andam a circular na Internet sobre o momento da canção do salvador em pleno marquês tocaram-me um bocadinho mesmo não sendo benfiquista (na verdade, nem sou de clube nenhum!)