A minha nova série favorita!



Ao longo de quase 12 anos o meu coração esteve preenchido com a minha série preferida de todo o sempre - Bones! Já a vi completa (12 temporadas) duas vezes e perdi a conta ao numero de vezes que ao longo destes 12 anos a fui revendo. 
A serie apareceu numa altura mais frágil para mim e fui a primeira vez que me relacionei com algo. Foi das series que mais coisas me ensinou sobre a vida e mais frases lapidares fui coleccionando. Em Março deste ano acabou, confesso que chorei baba e ranho. Como não se chora quando acaba uma etapa que acompanhou a nossa adolescência que moldou a nossa visão do mundo e a nossa personalidade? Os anos de 2005 a 2007 foram muito complicados para mim a vida ensinou-me a não confiar, a não partilhar, a reagir as coisas como se as tivesse a viver na 3ª pessoa e a ver o mundo sem qualquer emoção, apenas lógica. Não foi a minha fase mais agradável e estava perdida! E com a Temperance Brennan também eu aprendi a abrir o meu coração de novo aos outros e a deitar abaixo a minha muralha que me protegia do mundo. Por isso é, e será sempre a minha série preferida e quando o mundo me foge debaixo dos pés e sempre a essa serie que recorro. Meio estranho eu sei... mas acho que todos temos os nossos mundos de fantasia que nos dão conforto quando queremos estar sozinhos. Seja um bom livro, um local especial, uma serie...

Desde Março que andava à procura duma serie que me deixasse igualmente em pulgas cada vez que saísse mas tudo o que andava a ver não me enchia as medidas. Ou os actores não eram bons suficientes para durante 45 mim me convencerem que realmente o que estava a ver eram 100% real (eu sou como as crianças, preciso que durante 45 mim estar ali e acreditar no pai natal. 45 mim depois volto à realidade!) ou o tema da série era meh ou o argumento era meh... Ou simplesmente era boa mas não a minha série. 

Numa noite de insónias resolvi começar a ver uma serie nova: Outlander! Viagem no tempo? Já tinha visto toneladas delas... legends of tomorrow, Timeless e outras... Abri-a porque era passada em 1945 e em 1743 duas épocas que uma moça que adora história não podia deixar passar ao lado!

OMG! Eram 5h da manhã e ainda estava a ver a série completamente apaixonada. Não sei se é uma serie para toda a gente mas para o meu gosto pessoal encheu-me as medidas todas! E agora tenho uma nova serie preferida! Já estou a ver a história em tempo real e cada vez que sai um episódio novo sinto novamente aquela excitação de ter de o ver JÁ e de aqueles 45 mim serem sagrados! E sou transportada para o passado. O casalinho romântico tem uma química louca, os cenários são de cortar a respiração, a pronuncia é bem sexy (Eu sempre tive uma panca enorme por pronuncias meias estranhas. Sempre achei um piadão à pronuncia da Escócia e à do Alabama por serem tão marcadas!), os figurinos são excelentes,  a banda sonora é maravilhosa, a história está tão bem feita... O meu coração está novamente cheio!

O novo episódio sai dia 25 e estou a contar os dias para que o episódio 3 da temporada 3 veja a luz do dia!  

P.S. A serie é inspirada na saga de livros Outlander de Diana Gabaldon! 

Melhor momento dos Emmy


Delirei quando vi isto! Acho fundamental uma pessoa ter bagagem para ser capaz de gozar consigo própria. Não gosto em um pouquito do homem quando esteve na casa branca,alias acho que toda a gente que foi lá metida pelo Trump não tem competências para o cargo que tem e acho que a casa branca começa a lembrar um circo. Mas ri-me imenso, acho que a Melissa tem feito um trabalho incrível ao "imita-lo" e isto mostra o fair play do senhor. E ver o choque na sala não tem preço!

Desculpe, mas sou eu a pagar!




Se por acaso alguém daqui tem experiência na restauração por favor expliquem, porque é algo que me transcende. 

Cenário: Dois amigos (por acaso, era só o meu melhor amigo. Nem era o meu namorado!) vão almoçar juntos! Combinámos pagar a meias e que era mais prático para o restaurante um pagar com cartão e depois entre nós no carro fazíamos a divisão e trocávamos o dinheiro.  Pedimos a conta e o multibanco. Curiosamente, eu fiquei de pagar com cartão porque não tinha trocado.

Vem o empregado e espeta  a maquineta na tromba (minha gente, na tromba mesmo... ali a meio palmo de distancia do nariz dele) do meu amigo. Porque?! A sério expliquem-me porque que em qualquer lado todo o santo funcionário assume que é o homem a pagar a conta?  E lá tem de o rapaz encavacado empurrar a maquina para mim... Se vou almoçar com o meu namorado é exactamente a mesma coisa, é frustrante! Pagamos quase sempre à vez portanto 50% dos nossos jantar tenho eu de dizer "Desculpe, mas sou eu a pagar!", retirar a maquineta ao funcionário e ouvir aquele "Ooohhh" como se fosse uma loucura uma mulher pagar algo a um homem. 

Há qualquer regra de etiqueta que eu desconheça? É que não vejo o drama de colocar ao centro da mesa e quem for a pagar que se chegue à frente. Retira aquele momento "awkward" de andar a lutar pela maquineta. Enfim... 

Inutilidades


Será que ninguém nunca disse à senhora que as calças são feias de dói?

A "moda" tem coisas que nem lembram ao diabo! Para mim a roupa feminina tem um prepósito: ser útil e fazer uma moça  sentir-se "on top of the world". Isto são as calças mais inúteis que há, além de que são feias que doí e pouco práticas para se sobreviver no mundo real.  Até estou a imaginar ali a D. Maria com umas calças destas a correr na estação da linha de Sintra para apanhar o comboio para ás 7h da manhã pegar ao serviço. Ou uma "Dra" qualquer a conduzir um citadino no fantástico pára-arranca do A5 ou do IC19. Todo um cockpit inundado de folhitos, um "must" portanto! 

Uma banheira de pés


Sempre "sonhei" em um dia ter uma daquelas banheiras vintage de pés. 
Não sei como é que este "sonho" começou e até é meio sem sentido mas é uma coisa que está na minha bucket list!

Mais um 1º Semestre

Illustration by Nicole Clowes
As colocações de primeira fase já saíram!  Parabéns a todos aqueles que agora são caloiros universitários e boa sorte para o que ai vem. Ainda há a segunda fase e nada está perdido! Faz dia 27 deste mês 5 anos que me tornei caloira de 2ª fase e correu tudo igualmente bem!

Este Setembro foi o primeiro em 5 anos que não tive de fazer inscrições na minha faculdade, foi tão estranho! Eu ainda fui ao site, em jeito de nostalgia confirmar se o meu currículo estava 100% correcto. Últimos 2 meses enquanto universitária! Aiiiiiii....

Mais um ano e mais uma subida histórica nas médias da minha faculdade! WTF?! Quem são estas pessoas? Fica só o aviso de quem já viu muita coisa média alta de secundário não implica alto desempenho universitário! Há muito trabalho envolvido! Vi muitos médias 18 a terem pior desempenho que quem entrou com médias de 12/13...

Histórias do meu percurso: FACULDADE

Mulher que é mulher sabe cozinhar!



Parece-me que com esta nova descoberta do homem e mulher serem iguais é preciso ressalvar a essa igualdade em toda a conversa. Na minha modesta opinião, a discriminação começa quando é preciso explicitar essa igualdade em vez de ser algo que devia estar previamente implícito! Agora há cotas para tudo, uma pessoa já não sabe se está a escolhida porque é boa naquilo que faz ou só porque precisavam de preencher cotas. Porque raio precisamos de cotas para mostrar não fazemos discriminação? É tão triste ter de ser preciso cotas!

A igualdade vem do berço, da educação que nos dão, que aos poucos se vai reflectindo na sociedade. No aprender a ver a relação do pai e da mãe e as suas ambições pessoais e profissionais. No ser educado com os mesmos valores e competências independentemente do sexo com que se nasce e no ensinar que cada um pode ser tudo aquilo que ele ambicionar desde que trabalhe e se empenhe. Tem de ser educados para serem seres humanos incríveis e não mulheres ou homens incríveis.  

Agora diz-se Portugueses e Portuguesas. Mas afinal isto não é uma questão semântica de caca quando há assuntos realmente importantes para se resolver?

Eu não me importo de estar na espécie Homem e de estar entre os Portugueses. Importo-me sim de duvidarem das minhas competências em determinada área pelo facto de não ter um pénis. Importo-me sim que assumam que tenho de ser eu a sacrificar-me pela pessoa com quem estou. Importo-me sim que achem que eu tenho de ser a fada do lar e esperam que tenham sorte por achar um marido que me ajude. [então mas o gajo não vive lá também? A casa é só da mulher? Mãezinha ele só tem uma e não sou eu!]

E parece-me que andamos a lutar pelas coisas erradas. Agora não se quer cavalheirismo porque isso é sinal de machismo. Eu cá gosto de um homem cavalheiro, é sinal que me respeita! Principalmente, há que ter gestos de apreciação por toda a gente independentemente de homem ou mulher. A igualdade deve estar nas oportunidades e no valor da opinião porque no resto somos diferentes e essas diferenças devem ser apreciadas. Não faz sentido dos Jogos Olímpicos homens e mulheres estarem misturados em certas categorias quando tem capacidades diferentes e corpos com configurações diferentes. 

Nenhum sexo devia dominar o outro ou considerar-se superior. Nenhum sexo devia ser as suas opções, gostos e escolhas limitadas por causa do sexo com que nasceu! Eu sou uma lady e gosto de ser tratada com tal. Gosto que me segurem na porta. Gosto de gritar quando vejo um bicho e que seja o meu namorado a mata-lo. Gosto de me sentir protegida. Gosto que me dêem um casaco quando tenho frio. No entanto não confundam gostar de ser mimada com o ser frágil e fraca. Gostos não são necessidades. Porque de outras maneiras os homens também gostam de ser mimados e não é por isso que os consideramos frágeis e fracos. Não tolero no entanto que quando em casal as decisões não seja tomadas a dois. Não tolero que seja só uma a tomar conta das contas. Não tolero pedidos de autorização entre casais. Não tolero um ter medo do outro. 

Agora faz-se gala de uma mulher não saber cozinhar e tratar das coisas da casa, que façam eles! Ora que merda! Então um ser humano adulto não se sabe alimentar sozinho? É quase tão cómico como serem adultos e ainda precisarem que lhes limpem o rabinho quando vão à casa de banho! Vão me dizer que fizeram o 12º ano com derivadas, limites e merdas matemáticas complicadas mas não são inteligentes o suficiente para saber ligar um lume, botar uma panela e cozer um ovo sem o queimar? Não brinquem comigo! 
Mulher que é mulher sabe cozinhar, caso contrário é uma criança! Adulto que é adulto sabe cozinhar, independente do seu sexo!  Ninguém devia dependente de outro seja para o que for!

Estou tão cansada de ver coisas vendidas como feminismo que não passam de estupidez, ignorância e vontade de criar guerras aonde elas não existem e deixar os verdadeiros problemas passarem em branco!

Quando o Jornalismo tem a mente pequenina...

António Cotrim - LUSA

Só assim naquela e bem escondidinho entre as reportagens sobre o combate do século "Mayweather vs McGregor" ouvi dizer que ganhámos o Ouro em K1 5000 e a Prata em  K1 1000 (Fernando Pimenta - Mundial de Canoagem) lá para os lados da República Checa. 
Mas que interessa o que se passa por cá (ou melhor lá, na República Checa) quando podemos estar a ver reportagens sem fim sobre o picanço, o combate, as opiniões, os abracinhos finais e os elogios de um combate milionário lá para as Américas?  (Eu não sou completamente ignorante, eu sei que o McGregor é irlandês!)

Eu até nem sou fundamentalista no que toca ao patriotismo e adoro o mundo global mas qualquer merdinha que acontece para os lados dos Yankees é logo noticia de abertura do telejornal! Coisas como "Donald Trump olha sem óculos para o eclipse" é logo motivo de «OMG, isto tem de ser noticia em TODOS os noticiários!!» Gente, o Trump é um retardado, "period"!!!!!! Não há notícia ai! Vamos abrir um espacinho nas noticias para coisas que se estejam a passar cá e que tenham relevância! 

A minha pseudo entrevista de emprego



Estou neste momento a entrar na reta final da minha tese: dois mesinhos e nunca mais na vida olho para este documento! (Mentiraaa, na verdade ainda há que por isto em condições de publicar e há uma discussão para preparar!)

Eu sempre fui (e sou) um bocado medricas com mudanças, não gosto delas e demoro bastante tempo até dar "o salto".  Depois do esforço do salto é, geralmente, "smooth sailing" mas até lá peno sempre um bocadinho. 

Estou a chegar ao fim destes últimos 5 anos académicos e está na altura de começar a pensar em dar o próximo salto: o mundo do trabalho! Sou uma orgulhosa Licenciada em Engenharia Informática, pelo que é "suposto" ser fácil arranjar emprego. Isto porque é comum as empresas andarem atrás de nós desde que entrámos na faculdade e até estão presentes em vários eventos da faculdade. 

Nunca andei propriamente à procura de emprego mas sempre estive visível. A minha faculdade tem liberdade de dar os meus contactos às empresas interessadas e tenho um linkedIn actualizado e as consultoras andam sempre a cheirar para ver aonde podem ir buscar engenheiros fresquinhos acadinhos de sair do forno! 

Pergunto-me porque há tanto programador qualificado que não tem necessariamente o grau de licenciatura mas toda a gente se pela por um engenheiro sem experiência (aliás na minha licenciatura aprendi tudo menos a programar! Foi tudo muito do it yourself, mete isto a bombar de alguma maneira!).

Pois bem, uma dessas empresas acabou por me contactar (a mim e a vários finalistas do curso) para ir ter uma reunião para nos conhecermos melhor (dito assim, soa um bocadinho...). E eu decidir ir porque não tinha nada a perder. Excepto umas horitas e o dinheiro que deixei nos parquímetros de Lisboa algo que me doeu um bocadinho. Sabia que quase de certeza que dali não ia sair coelho  e que só me queriam para programadora. Mas pronto, era uma primeira entrevista, ia de mente aberta e no pior dos casos ganhava experiência!

Disclaimer: Eu não sou programadora, não gosto de programar (embora me safe) e até não programo há mais de 2 anos. E lá por estar em informática não implique que queira ou goste de ser programadora. Eu posso estar em informática e querer a área do negócio (eu! eu ! eu!), posso querer jogos, posso querer inteligência artificial, posso querer robótica e por ai em diante. Há áreas com mais programação que outras, e mesmo uma pessoa gostanto de programar não quer necessariamente ir fazer desenvolvimento de software para consultoras

O propósito da entrevista era eles verem o nosso currículo e conhecerem-nos para o pressuposto de recebermos uma proposta e começarmos lá a carreira com direito a uns meses à experiência. 

A entrevista em si foi um bocado flop e não gostei nadinha de lá ir! Ora vamos lá ver porquê:

1. Ora tudo bem que eu ainda sou uma mera estudante e tal, mas parecendo que não eu sou uma Engenheira (até na ordem estou, vejam lá quão chique sou!) o que merece respeito e profissionalismo de um possível empregador! O pré, o durante e prós foi um "shit storm" de erros de básicos. Ora ligavam a pensar que estavam a falar com x e na verdade era y, faltas de confirmações das entrevistas, misturas nos currículos, tempos de espera absurdos e até se chegaram a esquecer de entrevistas. E podia continuar porque só tive mau feedback de colegas que foram também a estas entrevistas.

2. Tendo a empresa diversas áreas e sendo informática, um curso extremamente variado, só nos queriam para uma coisa: desenvolvimento de software! Manifestaram zero interesse no que tínhamos feito para além de programar. Só queriam saber as linguagens que gostávamos ou éramos bons. Não senti que me ouvissem quando disse que não era uma área que me interessava e foi tudo na base no entras e depois há eventualmente mobilidade. Eu não quero entrar e ouvir propostas para  uma área que não me interessa na esperança do "logo se vê"... Até porque as pessoas na entrevista eram de uma área especifica e só conheciam a área em causa. Área essa que não me interessava! 

3. Achei que a entrevista foi demasiado informal e não foi aquela entrevista clássica que uma pessoa está habituada. Há um informal agradável e há o informal de falta de profissionalismo e achei que foi mais o último. Senti que o meu perfil pessoal foi ignorado completamente e que com o meu curso só levava um selo de "programadora" na testa e siga para a linha de montagem... e PRÓXIMO! Sabem a frase do "carne para canhão", pois... foi mesmo isso! 

4. Não gostei da vibe daquilo! Nem propriamente das condições de se trabalhar lá. 

Sai de lá a achar que tinha perdido o meu tempo e o tempo dos moços da reunião. Ligaram-me novamente para ir lá ouvir a proposta (Whaaaaat?) mas já não estava minimamente interessada. 
Houve colegas meus que foram mas que eu saiba nenhum ficou por lá. A oferta não era completamente má, até dava um número bem jeitoso no final mas... isso só se passasses não sei quantas fases e lá pelo meios ainda trabalhavas para eles a ganhar mal até seres oficialmente aceite. 

Pasmo-me é porque isto é numa área com poucos problemas de empregabilidade, em que os estudantes se podem dar ao luxo de rejeitar propostas e mesmo assim eles estragam a nossa primeira impressão sobre a empresa. 

O post grita um bocadinho "roasteeeed" mas foi genuinamente o que senti e achei que o devia partilha-lo com vocês. O post já vai longo mas queria dar-vos um bocadinho de contexto, muito obrigada a quem teve a paciência de ler isto tudo! 

Período, o drama!





Apesar de cada vez menos ser tabu ainda se sussurra que se está com o período e que se precisa de material próprio para o efeito. Ao longo da minha década enquanto mulher fértil cruzei-me com diferentes criaturas (fêmeas e machos) com uma aversão ridícula ao tema período.

Convínhamos, é algo intimo não é propriamente algo que se anda a comunicar a toda a gente com detalhes mórbidos mas também não é assunto para levar à debandada geral quando ocasionalmente é mensionado!

Pergunto-me o que leva jovens informados de 20 e tal anos - homens, portanto! - a ter nojo só de mencionar o nome período ou menstruação. Como se fosse algo, pasme-se, contagioso e a praga dos nossos dias. E nós, mulheres impuras, ousamos partilhar com os nossos parceiros que não estamos na nossa graça habitual. Homens criados com mãe e irmãs em casa! Fascina-me como é que se vive 20 anos com uma pessoa que se menstrua e ainda não estão habituados ao tema!

E o mais ridículo disto tudo é que nem estou a inventar ou a exagerar para propósitos de chocar o leitor. Estes homem existem e eu, infelizmente, conheço vários. 

O meu irmão tem 19 anos e sabe quando estou com o período - nota-se, lamento, e ele não nasceu parvo - e até já teve de me ir comprar pensos ao supermercado. Munido da foto da caixa e da informação de qual o corredor certo e lá foi ele. Imagine-se, sobreviveu! Zero traumas até ao dia de hoje... 

Eu sou um free spirit no que toca ao período, namorado meu sabe sempre que estou com o período. Um homem que não aborda normalmente o tema período é um deal breaker.  Alias período implica que não há bebés a caminho portanto é algo que os dois devem estar informados e não só uma parte. E nós ficamos avariadas das hormonas - pelo menos eu fico sensível como tudo - e eles precisam de saber o que se passa. Felizmente o meu namorado tem exactamente a mesma visão que eu sobre o assunto e é bastante informado. Não só porque foi educado assim como sempre se interessou pelos dramas menstruais das namoradas que teve. É de louvar!

O meu período designa-se Mr. Red porque acho o nome fofo. E acho uma graça enorme aos nomes que as mulheres arranjam para "secretamente" se notificarem que estão "de molho". Ai ai secundário em que era frequente ouvir-se que "O Benfica jogava em casa" e que "as portas do mar vermelho se tinham aberto". 

A falta de conhecimento que muitos homens têm sobre o tema Período é tenebroso. Já me perguntaram se "estava sempre a sair" ou se "só saia uma gotinha ou duas por dia". Claro amigos, sempre a menstruar non-stop nós até usamos baldes, em vez pensos! E muitos nem sabem o que é o período, de que é feito e para que serve e que é apenas um problema nosso. Sim, porque a reprodução é feita a 1 e tudo. 

Ainda há muito homem e mulher que vive na idade média e com zero dialogo em casa e que é incapaz de lidar informadamente com coisas banais como o periodo e até o sexo (yep, mas isso é assunto para outro post! Isto de se ter andado num colégio católico encontra-se alminhas de bradar aos céus - ou basta ver o LOT da TVI que tem o mesmo grau de desinformação!) 

Parabéns a nós!



(Well, na verdade o aniversário foi ontem mas... nunca é tarde para celebrar!) 

Quem diria que este blog já conta com 4 aninhos em cima? O tempo passou a correr!

Obrigada a todos vocês por tornarem esta casa num refugio muito especial e me terem permitido conhecer pessoas inspiradoras e incríveis que tem feito parte desta casa desde sempre! Este último ano outras prioridades tem me afastado um bocadinho deste mundo mas continuo aqui  a acompanhar as vossas conquistas e a vibrar como se fossem minhas. 

PARABÉNS A NÓS! 

Longe da vista, longe do coração.

Eu dou-me bem com muita gente, há muita gente que gosto e que tento sempre dar o melhor de mim mas amigos, bons amigos, isso quase não tenho. Mas os que tenho são ouro!

Nunca fui muito boa a fazer amizades! Ou melhor... a minha definição de amigo e a definição das outras pessoas é que, simplesmente, não é a mesma. Entrei na faculdade trazendo três ou quatro amigos do secundário, básico e primária. 

Desde que entrei na minha faculdade perdi grande parte do meu tempo livre o me afastou das poucas que já tinha anteriormente. E mesmo na faculdade, apesar de ser um bicho social e de conhecer toda a gente fazer amigos, Amigos com A maiúsculo é-me extraordinariamente difícil. 
Actualmente é tudo muito efémero e longe da vista igual a longe do coração. Tu para seres amigos de alguém precisas de estar todos os dias e ir para todo o lado juntos como se de gémeos siameses se tratasse.

Eu sei que não sou a melhor pessoa para se manter uma amizade, eu não sou pessoa para querer sair todos os dias com os amigos, não gosto de dramas do secundário, não sou a amiga para ir beber com, gosto muito do meu espaço... No entanto sou a amiga que para a vida toda para estar com um amigo quando há problemas. Mas problemas há de ano a ano e festas há todos os dias. E na altura de escolher é amiga que está "no matter what" que é trocada pelas amigas das festas. 

Se já me magoei? Imenso. Já me desiludi com imensas pessoas que tenha em grande conta e na verdade foram uma merda. Houve pessoas que não cai só uma vez, que aceitei as desculpas e arrependimentos mas que me voltei sempre a magoar. Eu invisto de coração nas minhas amizades. Nos últimos anos tenho aprendido e já sei exactamente o que vai sair de cada pessoa e já não me surpreendo.

Eu não sou parva, alimento é a farsa e sei perfeitamente distinguir quais são as amizades que são verdadeiras e as pessoas que simplesmente querem chupar a minha atenção e não vão fazer um único esforço para a amizade ser reciproca. 

Desde que já não estou em aulas o telefone já quase não toca mas quando toca são exactamente as poucas pessoas de sempre. São as pessoas que "no matter what" vão estar sempre para mim como eu estou para elas e que vibram com as minhas conquistas como se fossem deles. Sem interesses, sem invejas, sem cobrar nada!

Cada vez mais tenho o meu coração fechado a 7 chaves e é preciso ser-se mesmo incrível para eu considerar abrir as minhas defesas. 

Semana dos deuses




Esta última semaninha foi dos deuses e por isso quase nem cá pus os meus pezinhos! Estamos em countdown para ele começar a trabalhar (omg, nem acredito que é já na terça!) e tivemos acesso a uma piscina de amigos então foi aproveitar os dias de barriga para o ar e tostar um bocadinho só os dois! 

Soube pela vida! Não tarda também vou ter as férias com os meus pais e tentar esquecer um bocadinho a preocupação de que tenho uma tese para terminar! 

Mação

Mação é a terra da minha avó, temos casa numa aldeiazita do concelho. Felizmente este ano não estamos lá. Em 2003 vimos o inferno na 1ª pessoa! O conselho tem um plano piloto de prevenção de incêndios que tem funcionado relativamente bem! Há engenheiros florestais no concelho, há caminhos próprios para o combate, há tanques nas aldeias já preparados para estas situações, há maquinas próprias para combater o fogo com terra. Mação é dos concelhos mais preparados e mesmo assim isto continua irresolvível, algo de muito errado se passa! 

Há um presidente a dizer que aquilo continua um inferno e critico, há imagens assustadoras mas a protecção civil dá briefings a dizer que o fogo está em resolução, já não está tão preocupante e que há homens  suficientes realmente há algo de muito errado no combate a este fogo. 

Afinal em que fogo está a protecção civil? Claramente não no de mação!!! 

Infelizmente há muita terra privada não está devidamente tratada. 

Tabaco, o direito de fumar?




Adoro quando me vem com conversas como  "eu também tenho direito de exercer o meu direito de fumar" e nem pensam que ao contrário de outros vícios este é um vício que afecta quem está ao lado. Esquecendo-se que estão a obrigar quem está numa mesa ao lado a levar com o fumo, o cheiro (que custa a sair da roupa e do cabelo) e com químicos. Faz-me zero impressão restaurantes ou outros locais com zonas para fumadores, desde que quem fume não me incomode, que fumem à vontade. 

Eu que raramente já uso explanadas porque quero manter-me longe de quem fuma e se vou a alguma escolho sempre algo no cantinho para evitar estar junto de quem está a fumar. Acho um bocado indecente eu ter de me abster de usar uma explanada, que no verão é ultra agradável e estar a cozer no interior dos espaços, porque o exterior é uma nuvem de tabaco e depois ouvir que as leis afectam os direitos dos coitados dos fumadores. Como é que impor o fumo é diferente de impor a proibição de fumar em determinados sítios? 

Que o tabaco faz mal já é sabido e que há outras coisas igualmente más: obesidade, álcool, etc. Escolher fumar está nas mãos de cada um, faze-lo com pessoas não fumadoras ao lado já invade a escolha dos outros. Eu na rua, em parques, etc. eu escolho acelerar o passo mudar de sitio e eu não me importo (ok, eu penso: raios partam daquela criatura aqui a poluir o meu ar) de ser eu a mudar-me. Em cafés, explanadas eu não me posso propriamente mudar de mesa, especialmente quando eu já lá estou e vem fumar para a mesa ao lado. 

Ainda semana estive na explanada capricciosa de Carcavelos e tive um jantar romântico ao por do sol com o meu namorado até que uma grupo se sentou na mesa ao lado, começou a fumar e o ar até parecia Londres em plena revolução industrial. Foi enfardar o biscoito de chocolate o mais depressa possível, chamar o funcionário, pedir a conta e fugir dali para fora a resmungar. Com que direito é que me estragam o meu jantar estando lá eu primeiro e tendo eu o cuidado de escolher uma mesinha o mais isolada possível de quem está a fumar? 

Com que direito é que os estabelecimentos permitem que isto aconteça e não tem divisão de espaços para eu poder escolher uma área longe de quem também tem o direito de estar a fumar também ao ar livre? Porque que os dois direitos não existem? 

Estão a ver o que é estar no cinema e estar alguém de telemóvel ligado com luz a perturbar a experiência cinematográfica de todos? Ou comentarem o filme em alto e bom som? Toda a gente concorda que é uma valente merda! Porque que ter um fumador a fumar para cima de um não fumador é diferente? Também me perturba a experiência de ter um ar de qualidade ao meu dispor!

Desabafo capilar




O meu cabelo é naturalmente bastante encaracolado e volumoso. Não é ondulado, é mesmo estupidamente encaracolado sem ninguém na família ter nada assim!  Sempre gostei dos meus caracóis mas como o caracol nasce na raiz do nada viro caniche facilmente. Sempre foi algo que me deixou super conscienciosa e me obrigava a ter vinte mil produtos e uma rotina capilar enorme. Tinha de lavar a cabeça todo o santo dia porque dormi a os caracóis viravam uma emaranhado de cabelos que não tinha salvação possível. 

Demasiados anos de sair de cabelo molhado para a rua e de lavar a cabeça todos os dias levou a que as minhas raízes enfraquecessem bastante.

Aprendam comigo,  lavar a cabeça todos os dias é desaconselhado porque a raiz demora 24h a estar 100% seca e se estiver anos e anos molhadas ou húmidas sem haver descanso elas apodrecessem e enfraquecem

Então em 2012 resolvi mandar os meus caracóis passear! Aderi às desfrizagens e às pranchas e a minha vida ficou bem mais fácil! Zero arrependimentos!
Em 2014 resolvi acabar com as desfrizagens e ficar-me pela prancha. Perdi imenso volume que era o que queria e os caracóis ficavam mais calmos e a prancha dava conta do assunto. Como tenho o cabelo encaracolado não tenho problemas com oleosidades e aguento impecável 2/3 dias sem lavar o cabelo. Dizem por ai que devíamos deixar estar até 1 semana mas confesso que mais que 3 dias já me deixa desconfortável psicologicamente! 

Porque que acabei com a desfrizagens? Porque tinha o cabelo liso numa parte e encaracolado noutra. Ao final de 6 meses as raizes vinham super encaracoladas e o cabelo ficava estranho. Se ia à praia ficava com o cabelo mega estranho. Agora está uniforme e mais calmo. 

Actualmente os caracóis estão mais desfeitos do uso da prancha e uso-o quase sempre liso ou liso com ondas da prancha mas se não alisar também fica aceitável para andar na rua (idas à praia e piscina). 
Mas como já não uso químicos basta deixar de esticar por umas semanas, voltar usar produtos para cabelo encaracolado e cortar as pontas mais lisas e ele fica tal qual como era! 

Ora no mês passado deu-se uma doença parva e andei com febres de 39º  e de cama só passou com antibióticos. Durante duas semanas não estava capaz de o esticar e só o banho já era custoso. Ora não é que nunca o vi tão bonito! Nem esticado fica tão bom... estava ondulado, raízes esticadas e fico super giro. Deu-me uma raiva... ora estava doente em casa, de patas para o ar mas de cabelo pantene. 

Já tentei repetir a experiência e não o esticar mas não consegui de todo reproduzir o resultado! 

Uma nova etapa


Como assim  o tempo passou a correr e ele vai começar a trabalhar a full time numa empresa da nossa área de formação?

Este ano está a ser um ano de mudanças, de novos desafios e de conquistas. Sinto dentro de mim um misto de entusiasmo e de medo imenso. A nossa vida vai mudar radicalmente acabou o conforto da sala de aula, dos testes, dos projectos, dos professores e da nota ao final do semestre. Estamos nos últimos meses dos 17 anos de escola. E esta na altura de trocar o certo pelo incerto e dar um salto para o mercado de trabalho. 

Ambos já trabalhámos mas foi uma brincadeira, só para fazer uns trocos. Agora é na nossa área em grandes empresas e começar a construir carreiras. Ele já deu o salto, agora falto eu! 

Embora eu esteja neste momento a colaborar com uma organização do estado como ainda é no âmbito da tese não é emprego! 

As capas do momento



Muito nos últimos dias se tem falado sobre as capas da revista Cristina ora em tom de insulto ora em tom de elogio. Tivemos também direito a debates, opinião publica e várias notícias nos meios de comunicação. Um golpe publicitário de génio, na minha opinião. As pessoas estão sedentas de sangue e adoram rasgar as redes sociais de opiniões e revolta. 
A revista é escondida em quiosques e há todo um burburinho à volta que incendeia um tópico que gera tanto desconforto a muita gente.

Pessoalmente fui educada bastante liberalmente embora nunca tive muitos amigos que fizessem parte da comunidade LGBTQ+ (não sei é assim que se diz actualmente, eles todos os anos adicionam uma letra nova que eu não consigo decorar). Para mim sendo todos humanos e cidadãos devemos ter todos os mesmos direitos e deveres. Não faz sentido para mim serem os exteriores a determinado grupo/comunidade fazer leis sobre algo que não sentem na pele. 

Cada vez mais há mais casais homossexuais a mostrar publicamente o seu afecto mas isso ainda é algo invulgar e fora do comum. O que não o torna errado, só diferente. E acho que é preciso um tempo para as pessoas saberem conviver com isso com naturalidade. É uma questão de hábito, ontem vidravam e insultavam, hoje simplesmente olham e amanhã já nem vão reparar de tão natural que é. É a evolução natural de qualquer quebra ao "normal" e ao "socialmente aceite".

Até aos 14 anos, quando fui a Amesterdão, nunca tinha visto propriamente um casal homossexual a trocar carinho em público. Chego a Amesterdão num fim de semana da parada gay. Foi o maior banho de realidade que alguma vez tive. Não havia quase casais heterossexuais à nossa volta e os casais homossexuais estavam com uma liberdade que eu nunca tinha visto. Não me senti de todo incomodada, não achei errado só achei diferente e libertador para quem nos seus países de origem tem de esconder o seus afectos. Sai de Amesterdão uma pessoa  melhor e mais informada.

Quando às capas em si não as aprecio muito. Acho-as pouco bonitas, demasiado perto! Eu não gosto muito de sentir que estou a expor a minha intimidade com o meu namorado na rua. E sinto-me incomodada se qualquer casal se está a "comer afincadamente" à minha frente, desvio o olhar, sinto-me a invadir um espaço que não é meu. Acho desnecessário. E é um bocado o sentimento que tenho quando vejo as 3 capas, que estou demasiado perto dum beijo que não é meu. Mas isto tem a ver com o meu gosto e opinião pessoal e é transversal a qualquer tipo de casal. 

Muita gente diz que este tipo de capa deve ser mostrada às crianças para acharem os beijos homossexuais normais mas eu não concordo. Acho que qualquer dos beijos não mostra amor, mostra erotismo e desejo. E acho que as crianças desde muito pequenas já são sexualizadas com maquilhagens e roupa portanto não há necessidade de mostrar o erotismo e o desejo antes de elas terem idade de serem elas a descobri-lo. 
Há outras formas de mostrar às crianças que a homossexualidade existe e que há pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e que isso não tem nada de errado. 

Não há necessidade de se ser púdico mas acho que estamos a encarar o sexo com demasiada leveza. Quando se prega nos reality shows que se faz sexo com qualquer um, sem saber doenças e sem qualquer protecção estamos a deseducar as crianças e os jovens. Mas isto é tópico para outro post! 


SIRESP


A partir do minuto 27 vale a pena ver! E é nestas parcerias público-privadas que os governos estoiram o dinheiro publico!

Os ultimos dias - Incêndios


NASA Earth Observatory (a 19 de Junho)
Andei uns diazinhos longe da blogosfera por motivos profissionais e académicos (por acaso, só coisas boas!) e só quis escrever sobre este tema com o seu merecido tempo!

É inacreditável a dimensão desta tragédia! Cá em casa foi vivida de forma particularmente intensa porque foi algo que a minha mãe já viveu. Há uns bons anos a minha mãe teve de lutar pela própria vida contra um fogo florestal que os cercou é algo que a marcou profundamente.
O resto de nós nunca estivemos nessa situação mas já vimos o fogo bem perto de casa da minha avó paterna (num minúsculo vilarejo no centro do pais). Vimos o dia tornar-se noite, o céu vermelho, fagulhas em chamas por todo o lado, ficamos sem telefone e electricidade. Felizmente não nos bateu directamente à porta de casa e mal pudemos zarpamos para Lisboa! Por estradas completamente esturricadas, ainda se via o fumo a sair do chão e algumas zonas ao lado da  auto estrada ainda com pequenos focos de fogo... Foi a viagem mais calada e dolorosa que alguma fez fizemos. 

É com imenso respeito e admiração que vejo o trabalho dos bombeiros e de todas as outras entidades que se precipitam para a frente do perigo prontos para dar a vida para salvar as dos outros! 

Este ano está a ser particularmente trágico e há 64 vitimas mortais e centenas de feridos. Está na altura de mudar-mos o panorama florestal português. Algo correu mal! Algo correu inevitavelmente muito mal e é preciso ajudar-mos aqueles que sofrem na pele esta calamidade mas também é importante questionarmos as entidades competentes.  Sabermos o que realmente falhou e muda-lo! Se realmente fizemos tudo o que pudemos e correu desta maneira é porque os meios que temos ao nosso dispor  e os nossos métodos não estão a ser suficientes!

Planos obsoletos, meios pouco equipados, falta de ordenamento de território, falta de organização nos comandos das operações. É preciso rever tudo e chegar a acções claras e eficazes! Os incêndios são uma inevitabilidade é certo, mas minimizar o seu impacto e, principalmente, evitar perdas de vida humana é uma obrigação! 

Mas não é aprovar qualquer coisa para calar o povo, é aprovar algo com pés e cabeça. Independentemente de o custo inicial ser elevado, no final acabará por compensar! O governo português (seja qual a cor no governo) adora poupar na manutenção e depois é o que se vê... O estado em que estamos não é culpa só do PS ou só do PSD é culpa de todos os partidos da assembleia que são incapazes de se unir pelo bem comum dos portugueses. 

Espero, sinceramente, que em anos futuros os nossos bombeiros não sejam esquecidos (que ainda por cima são maioritariamente voluntários - na minha opinião deviam ser pagos e bem pagos!) e tenham melhores meios e formação para enfrentar o inferno dos fogos florestais.

Outra questão que pessoalmente me incomoda muito é que cada vez mais os canais de televisão não saibam destingir o que é notícia do que é exploração da tragédia alheia. A competição pela qual a reportagem mais chocante e mais invasiva é deplorável! Bate-se mesmo no fundo quando se faz reportagens como a da Judite de Sousa. 
E isto é transversal ao tema da reportagem, mas é especialmente evidente quando são temas como incêndios e terrorismo.

Agora, é ajudar quem mais sofreu com esta calamidade! Nisso o povo português é extraordinário e é algo que me enche a alma de orgulho! 

Tosta em part-time



Hoje ousei por a "patita" fora do conforto da minha casa! [pois vocês não sabem mas desde que comecei a tese que isto é a pasmaceira. Trabalho a partir de casa e pareço uma ermita ou um monge em clausura. Pessoas é quase um mundo novo para mim!] Vá, tive exame  às 8h [valente m*rda! Doeu tanto, mas tanto, mas tanto!] e fui obrigada a sair da minha grutinha aka quarto. 

Enquanto andei a dizer "olá mundo" experienciei tal qual o que uma fatia de pão deve experienciei aquando o contacto com uma torradeira ligada! Não foi entusiasmante ver o mundo foi só, terrivelmente quente! Eram 8h da manhã e já andava de manga curta (coisa inédita para mim que sou um frigorífico nas horas vagas. Fui fazer o exame, fazer os meus recados e pegar em mim e sair o mais rapidamente do centro de Lisboa e vir para o ar condicionado da  minha santa casinha. Um luxo! 

Ontem andava a dizer raios e coriscos de nunca sair de casa porque estou cheia de trabalho com a tese e hoje já repensei a minha visão da coisa! Logo esta semana que vou andar em reuniões no centro de Lisboa quase todos os dias. 

Claro que tenho andado desaparecida daqui a minha vida tem sido o tédio dos tédios trabalhar, trabalhar e trabalhar. Só penso: que chegue Outubro! que chegue Outubro e termine esta tese de vez! 

Date night = Telemóvel na mala.


Date night = Telemóvel na mala

Por mais caótica que a nossa semana esteja há sempre uma noite que tiramos para nós. E este último ano tem sido um conjunto de semanas caóticas. Mas não importa quão má esteja a nossa agenda, há sempre uma noite que guardamos para ir jantar fora, namorar, passear e contar todas as coisas que nos aconteceram. É o nosso, e só nosso, momento sem distracções, mensagens, telefonemas e "emergências".  Faz-me confusão estar a passar um bom momento com uma pessoa que gosto e estar agarrada ao telemóvel a fazer outras coisas. No geral, refeições com amigos, família e namorado é tempo sagrado do qual o meu telefone não faz parte. Nem selfies, nem fotos de grupo, nem fotos à mesa ou à refeição são tudo coisas que evito fazer. A maior parte das vezes porque se estou a aproveitar nem me lembro de pegar no telefone e registar alguma coisa. Ficam as boas memórias!

Acho, inclusive,  que as fotos quebram um bocado o momento. Tenho uma amiga (ela é mais uma conhecida que me dou bem) que em todas as santas refeições tira fotos. Até fotografa os pratos de toda a gente e honestamente é frustrante que doí. 

É preciso querer fazer um esforço


Sinto que desde que comecei a faculdade me tenho afastado lentamente de algumas pessoas eram importantes para mim. Não sou a amiga de levar todas as noites ao café, não tenho tempo mas estou sempre lá quando é preciso. Ás vezes é preciso ter o trabalho de pegar no telefone e saber dos outros e nem todos estão disponíveis para isso. Aos poucos também eu vou perdendo a vontade de fazer o esforço de pegar no telefone. 

Está na altura de a faculdade começar a devolver todos os anos que eu lhe ofereci e tudo aquilo que perdi. Outubro termina mais uma etapa. O entusiasmo, a aventura e o medo incerteza já moram aqui! 

Isto de ser adulto



Diz-se que para a semana vou ter a minha primeira entrevista com  um possível empregador 

Ligaram-me por contacto com a minha universidade e vou lá passar e ver o que é isso de ter uma possível entrevista de emprego. Provavelmente vou lá para me dizerem que precisam de mim para programadora, o que não é nada o que quero fazer! Portanto o mais provável é não estar interessada mas vou de mente aberta e quem sabe se a minha área lhes interessa. De qualquer das maneiras o plano A (até achar algo que me cative) é ficar 2 meses de férias e aproveitar para purgar os 5 anos de tortura, talvez tirar um daqueles diplomas catitas de inglês e investir num certificado da minha area. Só depois lançar-me fresca e fofa ao mercado de trabalho. 

P.S. E vou comprar uma roupita mais formal. Isso sim está-me a deixar entusiasmada!!

Diana, Wonder Woman


Depois de umas merecidas férias do blog, espero estar de volta!

Terça foi dia de Wonder Woman com o namorado e uns amigos e posso dizer que surpreendeu as minhas expectativas. Para mim, a DC acertou completamente no filme e no cast! Depois de ter ficado "meh" com o Suicide Squad acho que este filme redimiu um bocadinho tantos maus "casts" e maus filmes. 

O filme é super badass, na minha opinião muito mais que o man of steal! As "stunts" estão top top top top top. E principalmente, não se sente que é um filme a  promover gritantemente o "girl power". Mostra a história dum super herói que por acaso é uma mulher. Isso para mim não tem preço porque acho que não há nada mais errado do que provar que somos melhor que os homens ou que temos de provar o girl power. Se temos de evidenciar que somos mulheres e que isso é um fator a ter em conta então já estamos a destruir a premissa da igualdade de género! 

O enredo filme em si é simples estão ali a mostrar a história dela e só a história dela. Há um beijito ou outro, ela arranja uns amigos e tal mas o foco é ela perceber a humanidade, descobrir que é uma deusa filha de Zeus, matar o mau e ser "badass as fuck" durante algo que parece ser a primeira guerra mundial. 

Ainda me ri bastantes vezes porque o filme foi feito com algum humor sem ser feito para ter piada. Acima de tudo,  fiquei com  um quanto ou tanto de inveja do quão "badass" ela é! 

Agora é cruzar os dedos e esperar pelo melhor no próximo filme, o Justice League. 

Parabéns Salvador!

Não achei a fonte da imagem se souberem o autor, avisem!
Ontem vi pela primeira vez todo o festival e saltei do sofá a cada 12 pontos! Nem conseguia acreditar. Sempre achei que a música tinha potencial para se destacar mas dai a ganhar vai um longo caminho. De qualquer forma é uma musica muito bonita e é bom ver Portugal a canta-la com orgulho (Portugal e não só!) Covers vão aparecendo de todas as partes do mundo!

Este tocar o coração das pessoas que sem perceberem nada, perceberam tudo. Esta universalidade da música. O dar a conhecer o português e o que de bom se faz em portugal é a verdadeira vitória deste festival! 

É bom saber que não é só o football que move um pais! 

P.S. Os vídeos que andam a circular na Internet sobre o momento da canção do salvador em pleno marquês tocaram-me um bocadinho mesmo não sendo benfiquista (na verdade, nem sou de clube nenhum!)

Na estrada


Que dias estes, as estradas estão um perigo imenso e o ceu mais parece que se está a preparar para o fim do mundo.
Ontem numa retundinha minúscula logo a arrancar devo ter apanhado óleo na estrada e consegui perder o controlo do carro e fazer um pião. 

Correu tudo bem, não bati em nada, consegui manter a calma e fazer o que é "suposto" nestas situações até imobilizar o carro mas é uma situação de impotência imensa e de mercê face aos elementos. Senti as rodas a prenderem e o carro começou a "bailar" muito devagarinho mas sem rumo. Lá consegui com o volante ir para uma zona com mais atrito no chão e voltei a ter controlo no bicho.
O meu carro tem tracção à frente, rodas muito estreitas porque é pequenino, muito levezinho e acaba por estar mais vulnerável mas eu sabendo isto sou sempre tão cuidadosa, ando sempre com boas distâncias de segurança, ando mais devagar, nunca travo à bruta e mesmo assim só a arrancar... enfim! Só não acontece a quem não conduz! 

O dia todo, vi imensos bombeiros e policias. O primeiro dia de chuvas é sempre uma catástrofe para quem anda na estrada! 


Salvador Sobral na Eurovisão



Já não me lembrava quando tinha sido a última vez que tinha assistido à Eurovisão! 
Afinal não me enganei, teve impacto e brilhou pela sua simplicidade. Por vezes menos é mais. Vamos torcer para que sábado o Salvador se volte a destacar e ficar com um lugar bonito.
Tanto se disse mal, tanto se criticou e afinal... enfim, adoramos criticar o que é nosso até alguém de fora dizer que é bom. Ai sim enchamos e batemos o peito a dizer que acreditamos desde o inicio! 

Merece a partilha...



O nosso jornalismo está cada vez mais sensacionalista e cada menos factual. Só afirmações bombásticas e zero fontes disponível. É isso e os pseudo intelectuais da nossa sociedade que se jugalma creme de la creme e na verdade é só garganta. Enfim...
Eu sou grande fã de falar de tudo com humor mesmo que negro e mesmo nas situações mais delicadas mas sempre com consciência e respeito. Acho que este video merece partilha! 


As leis e as regras aparentemente não se aplicam a todos!



E pronto, são estas as pessoas que inspiram os adolescentes e não só... Quebrar as regras e promover algo que faz tão mal à saúde como o tabaco. 

Hollywood costumava representar classe mas agora é só um bando de crianças que não se sabe comportar e que só estão celebridades porque são filhos de x. Quantos estão lá porque tiverem algum mérito para atingir determinado estatuto? 

As leis e as regras aparentemente não se aplicam a todos! 

Vontade, procura-se!


Por estes lados procura-se vontade para trabalhar. A tese está mais estagnada do que gostaria de admitir. Estou com criatividade zero e esta é altura em que devia estar em pleno vapor. Ultimamente tenho andado super cansada, durma as horas que dormir e tenho andado com vontade zero para escrever e ser criativa. 

O fenómeno comentar primeiro, ler de pois




As redes sociais vieram dar voz às pessoas e isso é algo genericamente bom! Dá-nos o poder de mostrar a nossa opinião, comunicar com pessoas de outras realidades e opiniões, de partilhar experiências e denunciar citações.

Mas tudo o que é em excesso dá mal resultado. A linha entre a fonte credível e a sabedoria de estrada está cada vez mais ténue e as vezes ouve-se/lê-se cada disparate que dá dó! Infelizmente os bloggers, revistas e até os jornais de referencia aderem ao click bait. Títulos bombásticos que nada reflectem o conteúdo da mensagem.  Até ai nada contra, enjoa um bocado mas estão a fazer pela vida para poderem continuar a existir. 

Agora expliquem-me aqueles comentários do zé da esquina super agressivos de quem acha que tem o rei na barriga mas que nem se deu ao trabalho de ler uma linha do conteúdo e se baseou apenas nas meias verdades do título!

Meias verdades essas que se espalham como fogo e tal como qualquer mentira quando repetida muitas vezes torna-se numa verdade. E está-se durante meses e meses a difamar alguém ou algo porque estes zé da esquina acham que estão super informados. 

Não se questiona nada, assume-se tudo e parte-se para o insulto quando as pessoas não pensam como nós.

Sou, claramente, pró-globalização mas isso não implica ser pró-estupidez! 

Vacinação obrigatória: Sim ou não?


Sempre ouvi dizer que a liberdade de uns termina quando afecta a liberdade dos outros.
A vacinação em massa permite que como pais estejamos mais protegidos e evita surtos. 
Até que ponto se pode tomar a decisão de não vacinar os nossos filhos, manda-los para o mundo e não afectar o resto da comunidade?

No meu tempo de escolaridade obrigatória a não vacinação era quase obrigatória porque era pedido o boletim de vacinas e se algo não estivesse em dia éramos notificados que tínhamos de ir resolver a situação o mais rápido possível . E a conversa andava ali sempre a ser lembrada em frente a toda a gente. Ainda no meu 11º ano (2010/2011) fui amplamente lembrada que estava na altura de receber a do HPV. Estava ligeiramente atrasada mas como era hábito receber carta e ser chamada e tal ainda não tinha acontecido estava tranquila. Tive inclusive de ir ao centro de saúde perguntar pela dita carta e mostrar que estava viva. Recebida a carta e feita a primeira dose a minha directora de turma foi informada e o assunto resolvido. 

Pessoalmente sou pró-vacinação. Porque acho que havendo vacinação é uma parvoíce estar à mercê dos elementos. Quem me dera que houvesse vacinas para todos os tipos de cancro e ia lá todos os meses se fosse preciso.
Sou a favor da liberdade de cada um em escolhas que só nos afectem a nós, mas não em algo que pode gerar contágio ao resto da população.

Levanta-se a questão vacinação obrigatória sim ou não?

Viajar!


A precisar de sair por uns dias e fazer algo que realmente me dê inspiração.

Tão novinha e já casada?!




Já perdi a conta ao numero de vezes em que qualquer estranho troca meia duzia de palavras comigo e me agarra a mão esquerda e tece comentários ao facto de ser tão novinha mas já casada! 
A ultima vez foi no centro comercial em que uma senhora me ia arrancando a mão só para ver o "anel". 
Uma pessoa não pode ser canhota e gostar de usar aneis que começam logo a imaginar casamentos. O dito anel parece tudo menos uma aliança!! Eu até fico parva com a "confiança" das pessoas com qualquer desconhecido. 

6 meses

Estou tão cansada e tão fartinha de estudar! 
6 meses para ser mestre em engenharia, só 6 meses.

100% Garantido


Melhor contraceptivo: Passar na zona dos parques infantis do shoppings ao sábado depois de almoço!

A vergonha!

Fonte da imagem


A vergonha que é ver eu ver o palácio e a serra de Sintra da janela do quarto (aliás da casa toda) e ele morar mesmo em Sintra e estar-mos há quase dois anos a combinar que um dia vamos à vila de Sintra. Aqui está a prova que santos de casa não fazem milagres! 

A criatura não aprecia muito museus (bem... ele tinha de ter defeitos, não é verdade?!) e eu não quero ir quando lá está a turistada toda no verão, e acaba por nunca calhar bem. Já me bastou ter vivido perto de Belém e todos os dias andar a explicar onde era os pasteis de Belém, uma pessoa fica traumatizada!

Eles a decidir por e para Elas

Como é que é possível que mais uma vez os homens se reuniram para falar dos problemas das mulheres?
Desta vez o Trump e os homens republicanos decidiram que estava na altura de falar sobre a cobertura dos planos de saúde das mulheres e discutir se os cuidados maternidade devem ou não estar cobertos pelo plano de saúde. 

Como mulher, aliás, como ser humano não percebo porque se decide coisas pelas mulheres sem sequer as consultar. As mulheres não se juntam para decidir se as consultas dos urologistas devem estar ou não cobertas pelos planos de saúde das seguradoras. 

Até 2010, altura em que a nova lei entrou em vigor, mulheres e homens com a mesma cobertura de plano, as mulheres tinham de pagar mais. Isto, claro, se a companhia de seguros não quisesse negar cobrir os gastos das mulheres gravidas com prospectiva de engravidar num futuro próximo.

Numa altura em que estamos com baixa natalidade, sociedades envelhecidas vamos taxar a maternidade como se só a mulher fosse mãe e não fosse preciso um pai para fazer a criança é absurdo!

Já para não falar que as baixas de maternidade não são pagas nos Estados Unidos! Mas nem vamos entrar por ai!

Como é que isto é possível num pais dito de "primeiro mundo"? Como é que possível as grávidas, por consequência as mulheres, serem cidadãos de segunda?

Isto revolta-me imenso. Porque parecendo que não este cantinho aqui à beira-mar plantado ainda faz um esforço para respeitar as mulheres agora nos "grandes" Estados Unidos da América qualquer homem de negócios acha que pode ditar sentença sobre um estado que desconhece e a tomar decisões unilaterais. 

Felizmente desta vez ainda não houve mudanças, vamos ver o que acontece nos próximos anos. Se vamos realmente retroceder nas conquistas a pulso que fomos tendo. 

Ed Sheeran

Confesso que são as minhas preferidas!




Esta vibe irlandesa é tão bonita!
Feliz St Patrick's Day já lá vai o tempo que andei num colégio irlandês e este era um feriado que celebrávamos. 

Emma Watson - UN


Infelizmente anda muita gente a demonizar o termo "feminismo". O que busca é igualdade! Há muita gente que se diz feminista e nunca foi ver o que o termo significa. Já perdi a conta ao numero de vezes que disse que era uma feminista convicta e me interpretam completamente da forma errada.
Eu estou-me nas tintas para que a segunda pessoa do plural seja masculino em vez de outra coisa qualquer ou de pertencermos à espécie o Homem porque isso é acessório.

O que me incomoda é ver gente que é despedida porque engravida, ainda ouvir que os homens são melhores programadores que as mulheres, dizerem que um homem não chora, ouvir o "mulheres ao volante..." com voz de desdém, verem um homem na dança e acharem logo que é "paneleiro" porque nenhum homem heterossexual anda às piruetas com as miúdas. 

A minha avó se vê o meu pai a arrumar a cozinha vai logo tentar roubar-lhe o trabalho porque onde já se viu eu e a minha mãe estamos ainda sentadas e o meu pai tomar a iniciativa de arrumar as coisas? Mesmo que saiba que cá em casa se divida as tarefas independentemente dos sexos. 
Tenho colegas que não mexem uma palha em casa e que estão a ser educados mais tradicionalmente do que o meu pai foi. Quão triste é isto? São "pequenas" coisas que por mais que a sociedade esteja a evoluir mostra que ainda estamos tão longe do ideal.

O talento, o gosto, a sexualidade e tantos outros não tem nada a ver com o nosso género mas sim com . 

O video já é antigo mas nunca passa de moda. 



Anda Portugal indignado com a música do Salvador Sobral...




Anda Portugal indignado por ter ganhado a música do Salvador Sobral e honestamente não entendo o drama! Ok, não é propriamente a música da Suzy que poem toda a gente a dançar e a fazer o comboizinho dos casamentos mas até que é bonita, intemporal e não envergonha propriamente ninguém. 

Já que vamos lá fazer de bibelot mais um ano, acho que nem que levasse-mos o Cristiano Ronaldo ganhávamos alguma coisa, levamos algo que apesar de estranho e particular é bonito e acima de tudo sentida (de forma extremamente particular).

Num festival onde devia reinar as diversas línguas (e não o inglês como tem sido hábito) o que tem de se destacar é a melodia, o sentimento e o efeito que cria nas pessoas. Num evento em que anda tudo a gritar e a saltitar num palco, por vezes mascarados, algo diferente é capaz de se destacar pela positiva e ter mais efeito do que fazermos parte da carneirada! 

Posto isto, eu geralmente odeio todas as musicas da Luísa Sobral porque não gosto da voz dela. Fiquei alegremente surpreendida por descobrir que afinal até não desgosto das coisas que ela compõem quando não é ela a cantar. 

Acho que quando a musica nos diz algo a performance ganha outra dimensão, por isso é que entre vozes tão grandes como houve este ano as musicas foram todas uma m*rda. Não havia conexão, não havia alma era tudo a gritar mais alto que os outros para mostrar o range vocal. Dai algo tão intimista e feito a dois ter tido mais dimensão do que seria expectável. 

Não sejam preconceituosos só porque algo desafia os padrões a que estamos habituados!

Surpreendi-me!


Estava no outro dia a falar com uma amiga sobre o quão surpreendida fiquei de ter gostado do La La Land. Embora adore musicais, adoro-os em teatro e com interacção real. E geralmente cenas demasiado românticas e fofinhas não me dizem nada, soa a irreal e quando vi o filme fui cheia de preconceito. Acabei por gostar e por me sentir tocada com o filme (até houve ali uma lagrimita que ainda tentou escorrer mas depois voltou para dentro). Achei que não era nada cliché que era super real e que demonstrava a luta que diariamente temos entre os nossos sonhos e os sacrifícios que temos de fazer. Incrível quanto a vida muda e tantas vezes depende de quem nos cruzamos.

Obrigatório ver!! - Hidden Figures




Já andava para vos dizer que tinham de dar uma olhadela nisto à imenso tempo mas honestamente não tenho conseguido arranjar tempo para vir ao blog e hoje é o dia!

Minha gente, isto é simples se ainda não viram nos cinemas ou noutro lado é favor ver! Porque a história é maravilhosa e é obrigatória para qualquer mulher, especialmente as meninas que como eu estão em engenharia. Que em certas áreas da engenharia, tantos anos depois ainda somos consideradas menos competentes por seremos mulheres. É assim que se luta! É assim que se faz a diferença! Acredito piamente que não provamos um ponto com violência, chantagens mas sim provando o nosso valor!

Confesso que me deu para a choradeira quando vi o Dolby Theater a receber a Katherine Johnson. 

Desde sempre que a  Katherine Johnson esteve no grupo de mulheres que considerava uma inspiração e o filme não desiludiu de todo, muito pelo contrário. Ainda para mais deu-me a oportunidade de conhecer melhor as histórias de outras duas grandes mulheres. 

Histórias de mulheres que provaram ser tão ou mais valiosas que qualquer homem neste planeta, que nunca desistiram, que foram as "primeiras" lutando contra a discriminação racial e o sexismo da época.

E depois a Taraji P. Henson, Octavia Spencer e a Janelle Monae são f*king amazing!