A fazer o meu enxoval.




A minha avó é de outros tempos, era inconcebível para ela eu  e o meu irmão (especialmente eu, por ser a menina) não termos enxoval. Não sei quando começou mas sei que já dominamos a sala da cave inteira. Eu gosto do entusiasmo dela e especialmente da consideração que tem por mim. Procura sempre as coisas mais bonitas, intemporais e com o mínimo de cores marcantes possíveis. Tendo sempre em conta o meu gosto. Há uns anos para cá ofereceu um faqueiro, já me ofereceu um serviço lindíssimo, quase todo branquinho uns apontamentos em preto e cinzento, lençóis bordados por ela, toalhas bordadas por ela... Claro que o meu irmão tem menos coisas, mais as toalhinhas e lençóis  brancos e bordados não se escapa. 
Acho mega fofo da parte dela e se a faz feliz desde já começar fazer parte duma vida que daqui a uns anos vou construir, então o faça porque enquanto a cave aguentar eu e o meu irmão vamos agradecer imenso ter estas coisas dadas com tanto amor e carinho. 

Ajudar é muito bonito mas...

(or maybe not)

Ajudar é diferente de fazer as coisas por alguém. E nem pensar que me apanham nisso. Eu sou daquelas pessoas que acredita que dar a cana para pescar o peixe é mais correcto do que pescar pelos outros. Isso não faz de mim má ou pouco simpática mas de mim uma pessoa correcta. Isso é prolongar o problema, adia-lo e eu cá sou de cortar o mal pela raiz. Ai não sabes, aprendes e pondes contar comigo para te ajudar nisso. Eu aprender por ti? Isso jamais!

Continuem a iludir os tolos.


Economia: Ciência que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços, e a repartição de rendimentos.
Conjunto de actividades desenvolvidas pelo homem para obter os bens e serviços indispensáveis à satisfação das suas necessidades
- Infopédia 

Quando é que alguém ensina a esta gente (e especialmente ao convidado do "Isso é tudo muito bonito, mas", Mário Centeno, economista do PS) que a economia não é uma ciência. Não se estuda matemáticamente pessoas. As pessoas são, per si, um ser instável que não se pode colocar uns dadozinhos numas formulazinhas ou modelos e ter-se o resultado previsto.  

Saber que um quiçá futuro ministro das finanças, dum eventualmente governo formado pelo PS rege as medidas do programa eleitoral baseados em técnicas de: 
  • Pegar num modelo, adaptar ao estado do pais e aplicar descidas e subidas de taxas e vê qual é o resultado menos catastrófico. 
Mas isto faz sentido? Quem é que foi o inconsequente que chamou a isto ciência e que acha que isto pode governar um povo?

Ok, vamos acreditar neles... vá, vamos dar o beneficio da duvida (afinal todos o merecemos, não?) mas e se falhar? Se o resultado do modelo não bater certo com o que aconteceu, faz-se o que? Usa-se outro modelo? Refaz-se as contas? E se nunca bater certo? Fazemos o que? Deitamos fora as pessoas porque a economia é uma ciência? Oh, o quê? Ainda ninguém tinha pensado nisso?! Que afinal podem ser os modelos a estar errados em vez das pessoas? Tanta crise, tantos governos depois (independentemente de que partido os forma) ainda não chegaram à conclusão que efectivamente são os modelos a estar errados? Que não podemos ser governados por tecnocratas sem qualquer noção real do mundo? 

A minha avó sempre me disse temos de saber fazer para um dia poder darmos ordens. Estou cansada de tecnocratas que nunca viram o mundo fora dos seus livros e gabinetes com ar condicionado. Saiam, experimentem, aprendam com os erros de quem já sabe como o mundo funciona e não com doutores duma falsa ciência. 

A culpa não é deles, é que quem os ilude que são capazes de definir algo com exactidão com modelos datados, pouco adaptados ao mundo actual e que já toda a gente viu que se há 50 anos atrás não funcionavam, agora muito menos. 

Eu trato-o pelo apelido.


Eu sei que é estranho, mas eu trato o meu namorado pelo apelido dele

Metade das pessoas a quem contei ou me ouve chama-lo acha descabido mas para nós faz sentido. Eu conheci-o assim. Trata-lo pelo primeiro nome dele não me soa nada a ele. Soa estranho. Apesar de ele ter um nome lindíssimo e ser dos meus preferidos. Ele próprio prefere o apelido acha que a cara dele não vai muito com o primeiro nome. Eu discordo mas por agora trata-lo pelo apelido dele funciona lindamente. 

Todo um novo paradigma


Em mestrado, caso haja pelo menos um aluno inscrito em erasmus as aulas são dadas em inglês. Confesso que não estava preparada para começar as 8h da manhã a ouvir falar inglês, bem às vezes até nem português. Uma pessoa estranha mas depois entranha. Muda-se o paradigma e desliga-se o interruptor que percebe português e no final da aula liga-se de novo. O esforço é maior mas não note que esteja a perder nada das aulas. No inicio, em algumas cadeiras assustei-me, felizmente bem poucas, cheguei lá e aquilo era meio chinês mas ao final dum tempo comecei a perceber que afinal não era culpa minha, eram as manhas dos professores.

Quando alguém que morou 4 anos nos Estados Unidos começa a dizer knowledge mencionando o k, móney, manágement e bicosi  uma pessoa fica meia "aparvalhada". Foi o que mais me surpreendeu. Eu esperava boa pronúncia e uma fluência razoável e encontrei uma pronúncia terrível mas bastante fluência nos discursos. Só de imaginar aquela gente nos seus projectos europeus a falar do seu knowledge deve ser engraçado.

Mas acima de tudo, eu estou a gostar! Estou a começar a dar uso ao meu inglês, a aprender mais e espero no final do semestre já estar mais do que dentro das manhas dos professores. 

Politiquisses da m*rda.


Estou a começar a ficar farta de tanto debate. Quando mais falam mais se enterram. Eu que sempre votei António Costa para Lisboa, desta vez nem pensar. O programa dele mete medo ao susto, baseado em assumpções que já se verificou imensas vezes que não funcionam. Poderia-se pensar... mas há alternativas. Mas não, não há. É entre más opções  escolher a menos péssima. A politica de hoje mete nojo. É esta gente que queremos mesmo ter à frente do nosso pais? Não há opção viáveis. Tão triste o mundo que temos. 

Ás aranhas.




Confesso que acho engraçado vê-los às aranhas, completamente aflitos e irritados com os professores, que apenas se limitam a "despejar litros de matéria". Uma nova abordagem que não estavam habituados. O primeiro contacto com o não terem a papinha toda feita. O primeiro contacto com estarem sozinhos e precisarem de se desenvencilhar. Agora é que vamos ver do que são feitos. Sejam bem vindos a uma das melhores, prestigiadas e difíceis universidades do pais. Queriam sempre fazer mais e melhor. Orgulhem-nos!

TOP5 | Coisas que aprendi nestes 3 anos de faculdade

Vou começar agora o meu primeiro ano de mestrado (4ª matricula) e resolvi partilhar com vocês aquilo que todos os anos prego aos caloiros que me são confiados para mentorar.

Em 3 anos:
Cometi muitos erros, superei-me inúmeras vezes, tive choques de realidades, aprendi que a minha ansiedade é o meu inimigo numero um, estive em dois cursos mas acima de tudo estou a tornar-me numa melhor pessoa, com mais consciência do mundo e com imensa vontade de vingar.




Um dia daqueles


E eu a pensar que hoje o dia tinha sido excelente. Tive de ter apanhado o susto da minha vida quando apanhei óleo na estrada e a chover, ao arrancar perdi o controlo do carro. Por sorte tive o sangue frio e consegui não bater com o carro. Como se isto não bastasse liguei-lhe e ele tinha acabado de levar um toque e  com a estrada de manteiga, ter caido da mota. Ele e eu ficamos bem, já a mota tem de fazer uma boa visita à oficina. Enfim... um dia para esquecer mas que tivemos uma sorte danada. Saímos ambos bem e quase não houve estragos.

É já amanha? Não!!


E hoje quando acordei e pensei : "é o meu ultimo dia de férias" só me apetecia enterrar nos lençóis ainda mais. Amanhã as 9h lá tenho de estar eu para a primeira aula do meu mestrado. 
Estou a deprimir no adeus às férias, estou ansiosa com o mestrado, não conheço muita gente (ou quase ninguém) que tenha escolhido a mesma área que eu. E como se isso não bastasse o meu namorado só começa as aulas deles amanhã e noutro mestrado diferente. 
Cheira-me que hoje vou terminar a noite a um canto, a cortar os pulsos enquanto me empanturro em chocolate. Acalmem-se que é só uma forma de expressão para dar grandeza ao meu tédio e desespero. 
Não realidade, ainda não quero que me apanhes.


TOP5 | Destinos

Vamos lá agitar um pouco esta rubrica, alarga-la para além da blogosfera. Que acham?



Se há coisa que me faz imensamente feliz é viajar: eu, o mundo e uma maquina fotográfica. Felizmente já tive a honra de visitar bastantes países da Europa e hoje quero partilhar com vocês os que mais mexeram comigo. Aqueles de que tenho melhores memorias e que certamente um dia quero voltar vezes e vezes sem conta. Países e cidades que encheram o meu coração.


A moda de ser famoso.


Eu sou daquelas pessoas que ainda acredita que a fama deve ser o resultado de determinado sucesso em determinada area. Sejas um famoso apresentador, um famoso historiador, um famoso maquilhador ou um famoso canalizador que toda a gente da vizinha conhece, confia e contrata sem pensar suas vezes. 

Agora a maioria dos pseudo-famosos só o são porque querem aparecer. Hum? Não vejo lógica nisto. A fama deles nasce pela sua auto promoção sobre as zero competências que possuem. E quando tu pensas mas ele é famoso porque? Já ninguém sabe. Porque fez um escarcéu numa programa de televisão, porque resolveu divulgar um filme porno (Ahhh Kim, disso ninguém se vai esquecer!), porque era a namorada do x, porque andou ai a melgar as revistas para aparecer. Ganhem vergonha e façam algo de produtivo na vida como o comum dos mortais.

9/11



Tinha 7 anos e lembro-me perfeitamente desse dia, do choque na cara das pessoas. Especialmente na do meu pai, engenheiro e que tinha lá estado recentemente. Foi um dia que não pensei possível. Foi o dia em que mudou o mundo. E hoje o que vemos é apenas o reflexo de um dia que teve um impacto avassalador. As vezes acho inacreditável como com 7 anos me lembro tão bem das discussões em torno disto. Dos argumentos do meu pai, do ele ter procurado saber como raio, com o tipo de construção que as torres tinham ter sido possível tal coisa. Aquele símbolo icónico, a inocência dum povo, inúmeras famílias como nós desapareceram num só dia. 

Um dia a nunca esquecer!

Escolhas alternativas para a minha ansiedade.


Julho passado partilhei com vocês algo extremamente meu - os meus problemas de ansiedade - e que fui mantendo privado no blog. Nunca escondi mas nunca fiz disso bandeira. Recentemente, depois de diagnostico médico e de posts de outras meninas a relatar o mesmo problema achei que fazia sentido partilhar um pouco mais. Os últimos anos tem sido extremamente importantes para mim no sentido de me descobrir e arranjar maneira de me sentir melhor com este meu problema. Apesar de ser uma quase engenheira, estar ligada à ciência sempre tive um certo gosto por terapias mais alternativas. Sou um bocado céptica em muita coisa mas acredito imenso no poder da mente, nas energias das pessoas que nos rodeiam, no poder da inveja... e acredito que devemos fazer mais por nós. Descobrir a razão da minha ansiedade, o que não foi difícil, e fazer as pazes comigo mesma. Não sei se é algo que um dia vá superar mas pelo menos encontrei coisas que me fazem sentir melhor. 

No ano passado comecei por experimentar Reiki, se bem que foi mais pela experiência do que pela crendice, e senti logo uma alteração em mim. Mais tarde posso, se quiserem, fazer um post mais detalhado sobre isso. 

Descobri que me cortava a minha "aceleração" natural, me acalmava enquanto esvaziava aquele peso que sentia nos meus ombros. Não é algo que faço regularmente mas procuro faze-lo em momentos chaves: agora no inicio do ano lectivo, durante os exames, natal. Nos momentos em que quero paz imediata e não necessariamente duradoura. 

Já este ano inscrevi-me no yoga e passei a fazer meditação e ai é onde sinto maior bem estar. O meu peso deixa de oscilar, sinto menos pressão em mim, sinto-me menos sufocada comigo mesma, durmo melhor... 

Agora no verão parei e sinto uma diferença imensa no meu sono, no meu estar normal, nas minhas dores do corpo. Eu tenho um problema da mesma família da fibromialgia o que o meu sistema nervoso quando está em stress cria-me nós nos ombros e pescoço e já estive em fisioterapia. E nem imaginem a diferença que tenho de dores de agora para quando praticava regularmente yoga.

Já ando à semanas a dizer que tenho de voltar para o yoga porque o meu corpo e a minha mente já estão a precisar.  

Quase no fim...


Ainda não acabou, apesar de eu andar a ir alguns dias à faculdade por causa da inscrição dos caloiros, e já tenho saudades da preguiça das férias.

Inscrições


Muitos parabéns aos novos caloiros! Que tenham entrado no que desejam. Se não aconteceu isso pensem na segunda fase, em mudanças de curso ou em tentar para o ano. Nunca se desiste. Amanhã são as inscrições e lá estarei na minha faculdade para receber e inscrever os novos alunos de Engenharia Informática. Estou super curiosa! Já me sinto "velha", especialmente agora que vou começar o mestrado. Há três anos atrás era eu cheia de medo a entrar por aquelas portas e agora sou que lhes dou as indicações.




Constipação!


Setembro começa comigo possuída pelo demónio do espirro, de casaco de cabedal, de lenço ao pescoço e a carregar um arsenal de lenços em tudo o que é mala e bolso mas com ele ao meu lado. Já estou a ficar nostálgica; As férias estão a acabar e em breve vamos estar rodeados de projectos, testes, obrigações e com um horário que mais díspar era impossível! Agora é o desafio de lidar com a rotina.

(ups! quando publiquei isto comeu uma linha, já actualizei)

As nossas "aspirações"!



Começas a pensar na sanidade da tua relação quando as private jokes envolvem sempre a compra dum roomba. Nós podíamos ter grandes sonhos: ter filhos, ter uma casa toda fancy chic, um emprego milionário.. mas não! Nós queremos um pug, um bulldog francês e um roomba!

É por isto que nos adoro, porque pensamos exactamente da mesma maneira, temos o mesmo sentido de humor e toda a conversa séria tem de acabar com um toque de estupidez.