Desta coisa dos migrantes...

27.8.15



Por favor não levem este post com malícia, racismo ou xenofobia porque não é de todo a minha intenção mas sim como uma reflexão dos tempos actuais e consequentemente uma avaliação de prós e contras. 

Enquanto andei estes diazinhos por fora tive a grande maioria do tempo em países francófonos e confesso que me assustou o numero de muçulmanos que encontrei ao longo do caminho. Quase que era um 50:50. E quando penso que a França ponderam retirar a carne de porco das cantinas por causa de quem cá chegou à pouco tempo faz-me alguma confusão. É um facto que cada vez há mais muçulmanos na Europa e que a sua religião deve ser aceite e  respeitada mas dai a alterar/adaptar as tradições e costumes dum pais vai uma longa distância. Era perfectível criar opção em dias de carne de porco havia outro prato à disposição para quem não pode/quer/acredita em consumir aquele animal. 
Como mulher houver certos casais que me fez tremenda impressão. Elas de burca, renda nos olhos a transportar as malas de ambos e andando um passo atrás, arrastadas por eles. 

Numa Europa já abarrotar e sem qualquer margem de manobra estamos a ver uma invasão de quem tem ideias distorcidas do mundo em que vivemos. Pessoas que vem com exigências de quem não sabe que aqui a crise também já aqui chegou. Pessoas que acham que devem ser recebidas com condições que quem é nativo nem sequer tem. Pessoas que não querem ir para qualquer pais, querem logo ir para os mais ricos, economicamente mais desenvolvidos e mais prestigio. Como uma Alemanha, Dinamarca, Áustria...

E não deixo de pensar... será que entre todas as pessoas que vem por bem, com vontade de ter uma vida melhor para si e para o pais que as vai acolher não vai chegar também quem vem por malícia? Quão errado é fechar-lhes as portas? E quão errado é abrir escancaradamente  sem qualquer critério de selecção ou conhecimento do seu background? Será que a Europa tem capacidade para acolher tanta gente quando há continentes com mais espaço de manobra como Oceania ou América?

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13 comentários

  1. Tenho pensado exatamente nos mesmo aspetos que tu e, na verdade, acho que a Europa não tem capacidade para todas as pessoas que têm chegado nos últimos tempos.

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  2. Cada vez que oiço as noticias fico a pensar nisso. É verdade que há pessoas que vêm à procura de melhores condições de vida e tudo o mais, mas também há gente que vem para instalar o caos num determinado país. Acho que os governos só vão passar a fazer alguma coisa exactamente quando chegar a esse ponto.

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  3. Não estou muito por dentro do assunto, mas sei que há muito mais para além daquilo que os media deixam transparecer. Serão pessoas que se terão de readaptar a costumes e tradições diferentes do seu país de origem, tal como o país de chegada que se digna a recebe-los deverá garantir algumas condições de acordo com as tradições deles. Qualquer pessoa procura sempre por melhores condições de vida, é natural. E claro que provavelmente mais de 80% daquelas pessoas só quer mesmo ter uma vida mais recatada, mas como em tudo há sempre quem se aproveite para o mal.
    Isto é apenas um comentário de quem não está mesmo muito por dentro do assunto. :)

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  4. Ora ate que enfim alguem diz tudo o que eu penso, e nao nao estas a ser racista nem xenofobo, estas a pensar com clareza e a ser realista!
    Enough is enough, vamos la deixar de ser hipocritas e comecar a ver as coisas como elas realmente sao!

    Obrigada pelo post!

    https://matildeferreira.co.uk/

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    1. Não sendo da Wordpress não consigo comentar o blog. Logo respondo por aqui.
      Acabamos todos por ser vitimas da hipocrisia alheia. Parece que somos obrigados a olhar apenas com olhos de "ai coitadinhos" quando apesar de agora serem eles a estar mal, esta brincadeira vai influenciar a Europa toda. E eu, pessoalmente, não gosto dessa mudança!

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  5. Desde que estou em Toronto tenho pensado muito nisso. Todos os dias se vê por cá uma mulher completamente tapada de preto dos pés à cabeça e com renda nos olhos. Nem os olhos se vêem. E podem estar 40 graus que a senhora anda assim na mesma. E eu pergunto-me: se nós visitarmos os países deles, somos obrigados a respeitar as suas regras, caso contrário podemos ser condenadas à morte! No entanto, eles vão viver para outros países e esses países é que têm que se adaptar à cultura deles! Não é justo nem é uma ideia que de todo me agrada. Toda a gente tem direito a ter a religião que quer e a vestir-se da forma que quer (se bem que no caso delas não é opção!), mas se vêm para um país livre, devem arcar com as consequências que daí advêm! Não é continuarem a fazer das mulheres escravas.
    Eu espero sinceramente que a União Europeia tome medidas em relação a isso. Se os povos não se inserem na nossa comunidade nem aceitam as nossas tradições, que regressem a casa. Os portugueses emigrantes (e digo isto porque conheço alguns casos), quando vão viver para outro país são obrigados a adaptarem-se à nova realidade! Porque é que eles não são obrigados a fazer o mesmo? Não digo mudarem de religião, apenas digo para as mulheres terem mais liberdade e os homens deixarem de ter pensamentos retrógradas.

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  6. Concordo plenamente contigo. Estive há umas semanas atrás na Alemanha e Áustria e não pude deixar de reparar na quantidade de muçulmanos que lá havia. As mulheres vestidas da cabeça aos pés e quase sempre numa atitude de submissão perante os respectivos companheiros. Fiquei perplexa.. Quanto à questão dos migrantes, acho imperativo que se faça um controlo de quem entra na Europa. Compreendo perfeitamente que a maioria das pessoas venha à procura de uma vida melhor, fugindo de regiões que estão a ser dizimadas pela guerra e numa crise humanitária profunda mas caso não haja esse controlo, corremos sérios riscos de mais futuros atentados terroristas. Não admira que a Hungria esteja a construir um muro para tentar impedir a entrada indevida destes migrantes. Just my two cents. :)

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    1. A mim faz-me imensa impressão como mulher ocidental e que vive em liberdade aquilo... eu que sou vista como igual face ao namorado. Em que cada um tem o mesmo grau de importância e liberdade na sociedade. Não deviam elas ter o mesmo acesso que nós? O que tem uma pilinha a mais para definir a importância dum individuo na sociedade?
      Mete-me algum receio esta migração. Não acho bem se maltratar pessoas mas não acho bem que agora migre tudo para cá... a europa é o continente mais pequenino ou dos mais... Para alem de que é isso do que falas do terrorismo... é um bocado como uma barragem... quando se abre as portas não se filtra o que entra e isso é perigosíssimo por causa do isis.

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  7. R: O problema é que o meu inglês é péssimo mesmo, mantermos uma conversa será peculiar e ele também percebe tanto de português, como eu de inglês. Vivi dois anos com pessoas que conhecia desde o meu secundário e que vieram para Lisboa comigo por isso não sei se agora será demasiado estranho, mas espero que não.

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  8. O que me faz confusão foram os teus dois últimos parágrafos.
    Quem vem, certamente não vem para impôr, vem para ter uma vida melhor. Não há 'malícia', porque estar a fugir de um país com péssimas condições sociais, humanas, económicas, etc., é uma necessidade!
    Depois não existe tal coisa como 'ideias distorcidas do mundo' em que vivemos, é aliás uma expressão bastante etnocentrista. Há culturas diferentes, é certo, mas eles também acham que nós estamos errados: não vou discutir a questão dos direitos humanos, porque é demasiado óbvio, mas temos que saber aceitar a diferença. Se temos que nos adaptar? Claro que não. Mas já tivemos muitos exemplos durante a história desta bela humanidade que ideias racistas e etnocentristas quase nunca dão certo.
    E depois há a questão da democracia e tal: há regras para se emigrar sim, nem todos podem entrar. Claro que nem todos são também legais. Eu sou a favor da abertura de fronteiras com moderação, porque oportunidades todos as merecem. Só a ideia do desespero de muitas famílias, fico agoniada com o pensamento de que eles é que são os maus da fita.
    É fácil falar, quando estamos todos tão confortáveis nos nossos sofás a julgar quem sofre, morre, desespera a tentar uma vida melhor.

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  9. Li este post enquanto estava em Londres e tinha tanto a dizer sobre o assunto que quando voltei procurei-o de novo. Como nunca tinha estado fora de Portugal admito que uma das coisas que mais estranhei em Londres foi a quantidade de pessoas de burca. E não digo de lenços na cabeça com a cara destapada, isso até é relativamente comum de outras religiões como a hindu(?) falo mesmo dos mantos pretos da cabeça aos pés, apenas com os olhos visíveis. Não sei o suficiente sobre o assunto, mas acho que as burcas dependem das zonas/comunidades mulçulmanas: algumas têm que tapar tudo e ter a tal rede de que falas, e outras podem ter os pés e as mãos descobertas, assim como o rosto. Em Londres não vi nenhuma senhora de burca atrás do marido a servir de empregada. Felizmente. As que vi eram do tipo "ir ao Harrods gastar uma quantidade exorbinante de dinheiro em malas de designers e outros artigos de luxo", Louboutin nos pés, mala Chanel e maquilhagem super carregada (e bonita devo dizer) nos olhos, pois é a única parte da cara que podem mostrar. Já eles, árabes, passeiam-se o dia todo com os seus ferraris e lamborghinis super quitados nas zonas caras, just because we can. Os ingleses odeiam mas têm que aceitar porque eles gastam rios de dinheiro no seu país.

    Sobre o que eu achei, achei estranho porque em Portugal não é raro veres isso. E senti que, enquanto eu, provavelmente, não vou ter dinheiro para comprar nem a carteira de marca high end, posso andar vestida como quero e tenho liberdade de estar com quem me apetece, posso estudar e ser o que quiser. Não sei se elas têm essa liberdade ou se essa se limita ao cartão de crédito para andar a fazer compras. E isso sim, é triste e revoltante.

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  10. Sobre a última parte, concordo contigo em algumas partes. Eu não acho que se deva dizer "a europa está a abarrotar" quando só se houve dizer isso quando é um determinado grupo de pessoas que quer cá entrar. Acho que todos nós, sem exepção, temos medo de perder a boa vida que temos, a paz relativa e a liberdade para que outras pessoas tenham uma parte dessas coisas boas. É como os ingleses dizerem que os indianos lhes tiram os trabalhos quando em todos os supermercados onde fui, sem excepção, fui atendida por alguém que era claramente indiano ou descendente. Senão houvessem essas pessoas, quem é que trabalhava aí? Porque gods know, em Portugal, principalmente nas grandes cidades, também é raro veres uma portuguesa nas limpezas porque se acham demasiado finas para isso. Não, a migração é necessária e útil, as pessoas devem puder sair do país onde tiveram a sorte ou o azar de nascerem e procurarem algo melhor se não estão bem onde estão. Agora, não é é à maluca como está a acontecer. No outro dia li que alguns sírios se recusavam a ser identificados e diziam que nem que fosse necessário cortarem os dedos para não ser possível terem identificação digital. Tudo porque se forem identificados não podem pedir asílio noutro lugar ou uma treta assim (não estou certa desta parte). Daqui a uns anos se acontecer algum atentado (porque não vamos ser ingénuos e pensar que são só pessoas sem malícia nenhuma que estão a querer entrar) e não houver correspondencia em lado algum de quem o causou? Se todas as pessoas têm que estar legais para trabalhar dentro e fora do seu país, porque é que os refugiados têm que ser diferentes?

    E quanto aos países árabes "irmãos", porque é que também não dão um passo que seja para ajudar quem está mesmo ao lado? Ninguém faz nada. Enquanto foi problema da Itália, o resto dos países da UE assobiaram. A Itália bem avisou que era porta para a Europa mas que quem entra não queria ficar lá. Agora o problema é de toda a gente. Arranjem condições, digam "temos X lugares para acolher" e criem campos de asilo para os restantes. Não podemos aceitar toda a gente é certo. Mas isso era apenas uma questão temporária até as coisas se resolverem. O problema é que é mais fácil assobiar para o lado e fazer reuniões de emergência da treta que não dão em nada. E enquanto isso a situação torna-se (ainda mais) insustentável.

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