A palavra do meu verão.

Usando como mote este post da Ju:




Se eu tivesse que escolher uma palavra para caracterizar o meu verão, e apesar da escolha ser difícil, eu escolhia atrevimento. À primeira vista é uma palavra nada comum para caracterizar esta estação mas para mim parece-me ser o que mais fiz. Atrevi-me a ser feliz, atrevi-me sair da minha zona de conforto, atrevi-me a querer mais para mim... Fiz uma limpeza às minhas amizades e aos meus objectivos. Muitos foram os leap of faith que tive de dar e que felizmente terminaram em terreno solido. Foi o melhor verão!

"Não te deixaremos cair, Nelson Évora" - Expresso


Imagem Expresso

"(...) Esta dor não é fingimento. Experimentem perguntar ao Nelson Évora o que sentiu quando, já depois de ter acabado um treino, decidiu voltar para trás para dar mais um salto e, crac, sentiu a tíbia partir-se. Perguntem-lhe o que sentiu quando soube que não podia defender o título olímpico, quando foi operado seis vezes em quatro anos, quando lhe disseram que corria o risco de lhe amputarem a perna direita. Perguntem-lhe o que é querer saltar e não poder, darem-no como morto para o atletismo, perder patrocínios, questionar-se se valia a pena sofrer tanto. Logo ele, que tinha sido campeão olímpico e mundial, que não tinha mais nada a provar a ninguém. Podia ter desistido, ninguém o recriminaria. Agora, perguntem-lhe o que sentiu esta quinta-feira quando, ao último salto, ali naquele Ninho de Pássaro onde conquistou o ouro olímpico, conseguiu o bronze nos Mundiais e arrancou o dorsal do peito, apontando para o seu nome, como quem diz que a Fénix renasceu.

Esta quinta-feira, como quando Rosa Mota (maratona, 1988) e Fernanda Ribeiro (10.000m, 1996) correram para o ouro, como na prata de Vanessa em Pequim (triatlo, 2008) e de Obikwelu em Atenas (100m, 2006), como no bronze de Rui Silva (1500m, 2004) e em tantas outras conquistas do atletismo e do desporto nacional, voltei a estar colado à televisão (e, agora, também à internet). Portugal não parou para ver o Nelson saltar como faz quando a seleção de futebol joga num grande campeonato, mas devia tê-lo feito. Porque ele é um exemplo do melhor que o país tem e do melhor que podemos ser se acreditarmos em nós. Tudo nele é sangue, suor e lágrimas, esforço, determinação e devoção. Quem tanto sacrificou para ali estar, merece toda a atenção e todos os aplausos. E merecia que o "Correio da Manhã", o "i" e o "Sol" não se tivessem esquecido dele nas primeiras páginas desta sexta-feira. (...)"

- Retirado dum artigo de opinião do expresso, por Nelson Marques.

Por favor leiam o artigo completo e digam-me de vossa justiça. Para mim fez todo o sentido do mundo e não resisti em partilhar. Há que ter orgulho nos feitos dos nossos. Dizer sempre a verdade, confiar, respeitar e acreditar em quem ambiciona mais por nós. Há mais para alem do football e dos desporto, há todo uma imensidão de anónimos que dão o que tem e o que não tem para orgulhar este nosso rectangular à beira mar plantado.  Que nos inspiremos e procuremos ser mais como os americanos, canadianos, suíços e orgulharmos-nos do que aqui fazemos, eleva-lo em vez de deitar abaixo, algo tão típicos desta nossa inveja mesquinha. Façamos mais e melhor por nós e para nós.

E se os super-herois invadissem as capas dos discos?

Andava eu a vaguear pela net quando me deparei com o trabalho de Uwe de Witt. Este ilustrador alemão encontrou uma maneira super interessante de combinar o seu amor pela musica com o seu amor pelos comics. Resultado, Uwe recriou albuns iconicos com alguns dos super-heróis e vilões mais conhecidos. Eu como gosto de tudo é comics, tinha mesmo de partilhar isto com vocês. Eu acho que este trabalho não desfralda ninguém, quer o pessoal hard core dos comics quer a industria musical não pode ter nada a apontar. 


Wonder Woman/Nicky Minaj

Vestido de noiva de Viana



Fernando Lima, um criador do porto, aproveitou uma das suas visitas às maravilhosas e ricas em tradição festas da agonia para se inspirar neste vestido de noiva impressionante.

Este miminho vale coisa pouca... assim uns 38 mil euritos. O que não é de estranhar face a ter a modica quantia de 70 mil cristais Swarowski e 50 metros de seda. Uma "brincadeirinha" que levou 900 horas fazer. Não esquecendo que o coração na causa da saia foi inteiramente bordado à mão. E se já estão ai a puxar da carteira (principalmente os meus seguidores de Viana) devo dizer que ainda vão ter de esperar porque o vestido ainda não está em venda, mas mantenham-se atentos porque criador garante que interessados não faltam.

Agora falando de coisas sérias, eu acho o vestido lindíssimo se bem que não o comprava para o meu casamento. Tem um encanto especial, muito ligado a tradições e ao orgulho vianense. Concordo profundamente com a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo quando diz: "estas criações contemporâneas reforçam o interesse suscitado pelo traje tradicional, e constituem um atrativo para novos públicos e novas áreas de mercado"


Ver mais fotos do vestido:

Pessoas Fantásticas

Em relação aos vossos comentários no post do aniversário do blog.



Muito obrigada por todas as vossas mensagens, o vosso apoio e especialmente a vossa fidelidade. E bom saber que há pessoas que já me acompanham à muito mais anos do que a vida deste blog. É bom saber que ainda cá vem com a mesma boa vontade, simpatia, apoio e honestidade de sempre. E é igualmente bom saber que ainda existe sangue fresco, que apesar de 7(será? já me perdi nas contas...) anos a bloggar ainda consigo que por aqui passem e se deixem ficar.
Um gigante obrigada porque nada disto seria possível sem vocês desse lado. São tanto desta casa, como eu!

Desta coisa dos migrantes...




Por favor não levem este post com malícia, racismo ou xenofobia porque não é de todo a minha intenção mas sim como uma reflexão dos tempos actuais e consequentemente uma avaliação de prós e contras. 

Enquanto andei estes diazinhos por fora tive a grande maioria do tempo em países francófonos e confesso que me assustou o numero de muçulmanos que encontrei ao longo do caminho. Quase que era um 50:50. E quando penso que a França ponderam retirar a carne de porco das cantinas por causa de quem cá chegou à pouco tempo faz-me alguma confusão. É um facto que cada vez há mais muçulmanos na Europa e que a sua religião deve ser aceite e  respeitada mas dai a alterar/adaptar as tradições e costumes dum pais vai uma longa distância. Era perfectível criar opção em dias de carne de porco havia outro prato à disposição para quem não pode/quer/acredita em consumir aquele animal. 
Como mulher houver certos casais que me fez tremenda impressão. Elas de burca, renda nos olhos a transportar as malas de ambos e andando um passo atrás, arrastadas por eles. 

Numa Europa já abarrotar e sem qualquer margem de manobra estamos a ver uma invasão de quem tem ideias distorcidas do mundo em que vivemos. Pessoas que vem com exigências de quem não sabe que aqui a crise também já aqui chegou. Pessoas que acham que devem ser recebidas com condições que quem é nativo nem sequer tem. Pessoas que não querem ir para qualquer pais, querem logo ir para os mais ricos, economicamente mais desenvolvidos e mais prestigio. Como uma Alemanha, Dinamarca, Áustria...

E não deixo de pensar... será que entre todas as pessoas que vem por bem, com vontade de ter uma vida melhor para si e para o pais que as vai acolher não vai chegar também quem vem por malícia? Quão errado é fechar-lhes as portas? E quão errado é abrir escancaradamente  sem qualquer critério de selecção ou conhecimento do seu background? Será que a Europa tem capacidade para acolher tanta gente quando há continentes com mais espaço de manobra como Oceania ou América?

2 aninhos de EEE



Como estive fora nem pude comemorar a data mas fica aqui o registo. Dia 19 deste mês meu adorado blog comemorou 2 aninhos de existencia. Parabéns a nós. Que muitos  mais e bons anos tenhamos pela frente!!

Um gigante obrigada a todos vocês por passarem por aqui e deixarem sempre um bocadinho de vocês.

De volta a terras lusas!!

Eu bem sei que andei aqui uns tempinhos sem dar cor de mim nem dar justificações. Nada meu, eu sei mas ultimamente tem feito falta. Não sei se acompanham o instagram do blog mas esta minha ausencia deveu-se a uma pequena roadtrip de Lisboa até à suíça.  Vim de lá super encantada. Vi coisas maravilhosas que sinceramente espero poder rapidamente voltar. Com tanta coisa bonita perde-se um bocado a capacidade de absorver tanta beleza junta. Por lá já publiquei uma carradinha de fotos, só do telemóvel dai a qualidade da treta. e espero em breve, se der ainda hoje, publicar mais algumas fotos mas da minha reflex.
Não tenho pensado escrever nenhum post sobre a minha viagem mas se tiverem perguntas tenho todo o gosto em responder. No insta podem ver todas as cidades onde estive. 





Isto são 18 anos?


Faz-me um pouco, muito mesmo, de confusão estas novas miúdas. Que nascem já a quererem ser mulheres. A Kylie fez hoje 18 anos... assustador. Como prenda de anos do namorado recebeu um Ferrari 482 Italia branco, no valor de 320 mil dólares (cerca de 290 mil euros). Casa própria, carros topo de gama, várias cirurgias estéticas, um culto demasiado virado para o corpo... Como se ensina limites a esta gente? Onde tudo é fácil e de mão beijada. Onde não há o mínimo esforço por nada... Nada é suficientemente bom. A fama vem de onde? Ah espera... viu-se as partes intimas da Kim... excelente motivo, diga-se de passagem.  

Atenção! Eu sou a favor de que se tem dinheiro ele foi feito para se gastar. Seja no que for mas... aos 18 anos?! Não deviam estar a pensar em algo mais importante para o futuro dela? E é isto que as miúdas de hoje ambicionam... serem um corpo, acéfalo sem qualquer objectivo para as suas vidas para alem de serem bonitas e terem seguidores no instagram. É esta a educação que queremos dar às nova geração? Voltar atrás no tempo? Ignorar os direitos que nos foram concedidos pela luta de tantas mulheres? Queremos voltar apenas a ser única e exclusivamente para a satisfação do homem e com o objectivo de ser bonitas... meros objectos sem poder de decisão sem capacidade de raciocino? Não é isso que estamos a criar com as meninas-mulheres que 12/13/14 anos que andam por essa rua fora? 

Digam-me... não é isso que entramos quando saímos à noite? Não mete dó aqueles bares carregados de crianças que deviam estar a dormir em vez de ter um copo na mão? Que raio de pais são estes?!  Que lhes mostram um mundo em que tudo é simples, não há frustrações, não há trabalho, não há sacrifício, não há o querer lutar por algo melhor porque elas são especiais... e que com o corpo que tem tudo acontece.

Nada contra a admirar celebridades ou o que quer que seja que agora está na moda mas que o façam com melhor gosto. Com alguém que representa melhor o que é ser uma mulher de sucesso que vive mais do que da sua beleza. Pego numa Amal Clooney, Anna Hathaway, Emma Watson, Diane von Furstenberg... e a lista podia ser o longa que eu quisesse. Estas sim são senhoras com S grande. 

Nem queria acreditar...


Então não é que as duas miúdas (de 13 e 15 anos) que tinham desaparecido no Cacém não são nada mais nada menos do que aluna e irmã de um ex aluno da minha mãe. Quando isto se soube andava-me feita barata tonta cá em casa preocupada com as moças e com os pais das moças, como seria de esperar. Este ano tá complicado para ela. Já à uns meses o moço que foi com os colegas á praia às escondidas e que se afogou, o grupo de amigos foi/era de alunos dela. E ainda no dia a seguir teve com eles e aquilo estava o caos. Enfim...

Sabe tão bem!


Sabe tão bem estes dias sem responsabilidades, sem sítios para estar, horas... Sabe tão bem estes dias que são passados a namorar, a passear, a descobrir novas coisas sobre nós e novos locais para ir. Sabe tão bem andar no mundo da lua. Sabe tão bem experimentar pela primeira vez, a medo, andar na tua mota. Sabe tão bem!


Se soubesses o quão feliz fico por teres atingido mais um dos teus objectivos...

Miniaturas, eu adoro!

Fotografia do instagram do blog

Eu adoro viajar e é algo que frequentemente tenho oportunidade de fazer no verão. Já aqui disse que eu e malas temos uma relação muito intima pois viajar light não é para mim, por isso, acho que posso dizer que tenho quase um doutoramento em encafuar meio mundo numa malinha.  Um dos truques que ao longo dos anos fui desenvolvendo são as miniaturas. Sempre foi algo que me fascinou e acho imensa graça a ver os meus produtos em formato mini e que à medida que vou gastando vou reenchendo. Tem a medida certa o que é excelente para aeroportos, são levezinhos, não é preciso lavar e sei sempre o que são.  E quando não as encontro, como é o caso do amaciado, leite corporal..., lá tenho de recorrer aos boiõezinhos que se compram a um euro no chinês. Este ano apesar de ir para fora não vou andar de avião mas mesmo assim estes amigos vem comigo!

A minha personalidade.


Eu adoro a minha personalidade. Não pelo que ela é mas pela força que tem. Sempre soube muito bem por-me no meu lugar e fazer o mesmo aos outros. É a minha personalidade e não de mais ninguém: sei do que gosto, de quem gosto, luto por aquilo que quero e não cedo perante pressões. Ele diz que foi o que o fez encantar-se comigo: esta minha força em ser eu independentemente de os outros gostarem ou não. 

Sempre me disseram que tenho uma personalidade forte, intensa e tão minha e eu só posso concordar. É preciso mais do que um abalozinho para mandar abaixo a minha segurança no mundo e em mim. Dito isto não me considero uma pessoa confiante ou segura de mim na maioria dos aspectos, tendo por vezes uma auto estima do tamanho duma ervilha. O que não interfere com o ser bem resolvida nas minhas opiniões e acções, revejo isso nele. O saber que se lhe peço uma opinião é dele e não é de mais ninguém. Ele sabe o que quer e não é influenciável.  

O sermos fortes psicologicamente não devia ser um mérito mas sim um direito adquirido que todos devíamos nascer. Não considero que os outros são normais e eu melhor... prefiro antes pensar que: eu sou o que devia ser normal e todos deviam procurar serem imparciais na sua personalidade. Não sou eu que estou errada... é o resto do mundo!!  Se eu estou errada? Provavel! Mas enquanto não me oferecerem vários factos plausíveis para eu duvidar da minha opinião, vou tornar-me fiel a ela mesmo que o resto do mundo pense diferente.