Grupos de faculdade

20.2.15


Quando cheguei a meio do meu curso e tudo mudou! Começa a notar-se as diferenças: os bons alunos, os baldas, o que tentam mas falham e os que vão com a corrente. Faz parte da avaliação das minhas cadeiras (excepto as matemáticas e físicas) que trabalhemos em grupos e fazermos o que aprendemos nas teóricas. Os grupos com que começamos não são os que acabamos, todos temos "aquela" má experiência, todos temos aquela pessoa que não queremos ver no nosso grupo nem banhada a ouro... fomos-nos agrupando melhor e achando aquelas pessoas com quem funcionamos bem e que estão ao nosso nível. 

Talvez tenha sido culpa minha por não ter encontrado aquele grupo certo mas sempre andei a saltitar. Acho que já trabalhei com o curso quase todo. Primeiro porque as pessoas com quem fiz os primeiro ano entretanto já não estão ao mesmo nível que eu (chumbaram a cadeiras e estão mais atrás ou simplesmente os conhecimentos deles não me chegam para a nota que quero) e tive de reorganizar grupos demasiado tarde. Sou pouco excelente no meu trabalho para os grupos de 20 (e falo-o também do meu namorado, sempre que possível optamos por não ficar juntos) e tenho demasiadas cadeiras feitas para a outra metade.

O que tenho constatado é que desde o segundo semestre do ano passado e este tenho andado a cobrir faltas do grupos de sempre. Fico com x e y porque o z chumbo a uma cadeira logo não pode fazer esta. Se noutro semestre preciso de grupo e o z já vai fazer a cadeira acabam por escolher os amigos de sempre. Acaba por ser chato. Mas também me dá uma experiência diferente. Não há um grupo fixo, não há sempre a mesma personalidade, esquemas sempre diferentes... mas se umas vezes funciona que é uma maravilha e temos um 18/19 as vezes também me apetece apertar uns quantos pescoços.

Este semestre repito um grupo e vou conhecer mais 7 pessoas com que nunca trabalhei... Veremos! 

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14 comentários

  1. por acaso tenho o mesmo grupo desde o início. Quando é preciso mais uma ou outra pessoa alguém se junta a nós mas sou sempre eu e os dois rapazes com quem me dou lindamente. Ninguém faz menos do que ninguém e vamos cobrindo as falhas uns dos outros porque cada um de nós é bom numa coisa diferente. Penso que resultamos porque nos completamos nesse sentido... :)

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  2. Felizmente, após a tal experiência má que todos temos, consegui encaixar-me e arranjar um grupo que se "mova" comigo ao longo do trabalho :)

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  3. Isso acaba por ser um pouco complicado... Eu acho que teria medo em confiar uma nota a pessoas que mal conheço, mas também sei que na vida profissional é mesmo isso que vai acontecer!

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  4. Não leves a mal, mas não gostei lá muito desta frase: "(...)ou simplesmente os conhecimentos deles não me chegam para a nota que quero". Soou-me a um pensamento semi-egocêntrico.

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  5. eu nos últimos 2 anos encontrei o meu grupo perfeito.. mas só dava em duas cadeiras, porque ela era do ano anterior, mas como tinha equivalências fazia algumas do meu ano..

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  6. Eu fazia o mesmo pelos meus colegas, odiava quando me pediam para assinar por eles!

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  7. Eu preferia trabalhar com quem conhecia, já estava preparada para tal, do que trabalhar com pessoas que não conheço de lado nenhum!

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  8. E se eu te disser que nunca encontrei o meu grupo ideal em todos os meus anos de escola? Havia sempre alguém que se encostava ou alguém que se achava mais esperto que todos os outros e fazia de tudo para serem as suas ideias a vencer. Era uma dor de cabeça fazer trabalhos de grupo. Dei graças quando no segundo semestre do meu Mestrado passei a fazer tudo sozinha. Nunca mais tive notas abaixo do 15. Isto dos trabalhos de grupo tem muito que se lhe diga...

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  9. Eu tive a sorte de as minhas amigas da faculdade serem todas também mais ou menos como eu. Eramos muito amigas mas sabiamos trabalhar juntas para tentar tirar boas notas :) Espero que tenhas sorte :)

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  10. Percebi o que quiseste dizer quando afirmaste que os conhecimentos que alguns tinham não davam para a nota que querias. Porque é mesmo assim que funciona. Já tive grupos em que passava mais tempo a explicar coisas de programação aos meus colegas do que a fazer o trabalho. Não que seja melhor do que ninguém, entrámos todos no mesmo ano e com as mesmas bases, mas enquanto uns iam passando com 10 e "à rasca", outros passavam com 14 e ainda outros com novas superiores a 18. Não é bem o mesmo, senão todos teríamos a mesma classificação.

    O que acontece é que se perde tempo a explicar coisas básicas a quem já as devia saber por si mesmo, para além de que, quando surge um erro e se bloqueia, não existe aquele colega que olhe para o trabalho e diga, "é aqui, foi falta de atenção" ou "faz antes desta maneira". Também estou longe de conseguir acompanhar os alunos de 18, pois provavelmente veriam em mim os mesmos impedimentos que eu vejo nas pessoas que sabem menos que eu, e não é por isso que acho que eles são uns lixados por escolherem ficar com outras pessoas que estão mais próximas dos seus conhecimentos para fazerem grupos.

    Também formei vários grupos até ficar com o rapaz com quem faço sempre grupo desde há um ano. E acho que funciona porque estamos os dois no mesmo nível de conhecimentos e em vez de nos atrapalharmos, ajudamo-nos mutuamente.

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    1. O facto de os nossos grupos poderem ser de 2 ou 3 pessoas, no máximo, é que consigo ficar sempre com o mesmo rapaz. E da minha experiência, o ideal é serem dois. Claro que esforço é maior, mas o terceiro elemento, em todos os grupos que já tive, é o típico colas. Só faz o relatório (e até nisso falha) ou é-lhe atribuído uma parte do código que, ou vem copiado da net, ou com erros tão gritantes que dá vontade de o atirar de novo para o primeiro ano. E o que mais me irrita nesses casos é que, enquanto eu não tenho tempo para estudar para o exame porque ando a fazer os trabalhos, esse terceiro emplastro anda a estudar, passa "na descontra" no exame e depois vai a discussão com o trabalho que eu andei a fazer. E sai de lá com uma nota igual à minha, se for preciso. Isso também só me aconteceu uma ou duas vezes, mas é frustante e faz-me fugir a sete pés de pessoas assim.

      Quanto à forma de escrever código, sou igualzinha! Tudo comentado e estruturado ao máximo porque já sei que não me vou lembrar daqui a um dia porque fiz daquela maneira, quanto mais daqui a uns semanas quando tiver que discutir o trabalho. Quando me mandam um ficheiro em que o programa está todo junto, sem comentários ou nomes de variáveis lógicas, começo logo a hiperventilar. Um professor meu até chamava isso "código esparguete" e afirmava que isso só tinha uma solução: apagar e começar de novo. Porque perceber esse tipo de programação... nem vale a pena.

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  11. Tive imensos grupos na faculdade e maior parte das vezes eu é que o fazia sozinha! Odiava fazer trabalhos de grupo, preferia mil vezes os individuais

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  12. É mesmo muito dificil escolher um grupo. Percebo perfeitamente!

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